Posted by: goura | Julho 19, 2008

BICICLETADA DE JULHO

 

Sábado, dia 26 de Julho, é dia de bicicletada!!!

 

  
Pois é o seguinte: 

já são 36 ciclistas confirmados que vêm da bicicletada de SP direto para a de Curitiba.

 

Então, a concentração começa cedo! (entre 7h e 8h os paulistas doidos já estarão lá). Vamos consertar bicicletas, conhecer as pessoas, trocar idéias, preparar os panfletos e aquecer para a pedalada.

 

Intimem todos os ciclistas de plantão a comparecerem, vamos quebrar a marca dos 3 dígitos!

  

Rumo à maior bicicletada que Curitiba já viu!

Publicada em 16/07/2008 às 18h38m

O Globo Online O Globo

RIO - Em tempos de preocupação com o meio ambiente, o estado do Rio vai ganhar quatro modelos de veículos ecologicamente corretos. A partir desta quinta-feira, começam a circular em Volta Redonda os primeiros ecotáxis, triciclos usados para transporte público nas principais cidades da Europa. Os novos meios de transporte fazem parte do programa Pedala VR, que vai ser lançado durante a festa de comemoração dos 54 anos da cidade. Segundo o secretário de Transportes, Julio Lopes, o objetivo do ecotáxi é dar mais uma alternativa de mobilidade para as pessoas, principalmente nos municípios do interior, onde as distâncias não são longas.

- Precisamos conscientizar o maior número de pessoas de que elas não precisam apenas do carro para se locomover. Existem outras alternativas muito interessantes, como os triciclos e as bicicletas, que podem suprir a necessidade do carro e ao mesmo tempo contribuir para um ar mais puro. Acho que esse tipo de transporte seria super bem-vindo na orla do Rio e no Caminho Niemeyer, em Niterói. Agora que os primeiros modelos chegaram, vamos apresentá-los para as prefeituras - disse o secretário Julio Lopes.

Os ecotáxis vão transportar os moradores pelos 35 quilômetros de ciclovias e faixas que a prefeitura está construindo em Volta Redonda. O programa tem os mesmos moldes do Rio-Estado da Bicicleta, da Secretaria Estadual de Transportes. Os novos veículos foram projetados para um ciclista/ motorista e dois passageiros na parte de trás. Em vinte e nove cidades do mundo, como Paris, Lion, Amsterdã, Barcelona, Atenas, Roma, Berlim e Tóquio, os triciclos já são utilizados e levam o nome de “velotáxi” . Além de facilitarem o deslocamento do dia-a-dia, servem para incrementar o turismo.

- Acredito que, no Rio, os turistas iam achar muito simpático poder passear pela orla da Zona Sul ou da Barra e, nos finais de semana, no Centro Histórico do Rio a bordo do ecotáxi. Além de ser um passeio agradável, é um transporte limpo, que não polui o meio ambiente. Em cidades da Europa e também dos Estados Unidos, as prefeituras incentivam e investem neste tipo de transporte. Esperamos que isso também comece a acontecer por aqui - destacou Julio Lopes.

Em Volta Redonda, a festa de lançamento, que deve reunir mais de 2.000 participantes, contará com um passeio ciclístico e uma competição valendo prêmios em dinheiro. Segundo o prefeito de Volta Redonda, Gothardo Netto, os ecotáxis vão resgatar a imagem-símbolo da cidade.

- Queremos fazer uma grande festa e resgatar a tradição do uso da bicicleta, que sempre foi característico em nosso município. Todo cidadão sabe que a imagem que melhor representa Volta Redonda é a do operário indo trabalhar de bicicleta com seu uniforme e capacete. E antigamente era assim mesmo. Hoje, perdemos um pouco essa vocação, mas com o lançamento do Pedala VR e com a adesão ao programa Rio-Estado da Bicicleta, vamos recuperar essa nossa característica - disse o prefeito.

http://oglobo.globo.com/rio/transito/mat/2008/07/16/rio_vai_ganhar_quatro_ecotaxis_que_comecam_circular_em_volta_redonda-547271688.asp

Posted by: Peters | Julho 17, 2008

Remova a película negra do seu carro

Amplamente divulgados pela mídia, houve vários casos recentes de tiros disparados pela polícia contra automóveis, que resultaram em morte de algum ocupante. Mesmo não sendo um tipo de noticiário ao qual dedique muita atenção, fiquei realmente curioso a respeito da condição dos veículos envolvidos. Mas nada encontrei nos jornais pesquisados. Agora, através do Panóptico, descobri o texto de Rui Castro na Folha (link para assinantes), confirmando a invisibilidade do interior do veículo em um dos casos, creio que o primeiro deles, ocorrido no Rio: 

No Rio, há dez dias, a polícia suspeitou de um carro parado, de que não se via o interior, e não pensou duas vezes: mandou bala. Dentro dele estava uma criança.
Até há pouco, eu não entendia por que, vistos de fora, carros vedados com insulfilme me lembravam urnas funerárias. Agora entendo.

Posted by: walfridoneto | Julho 16, 2008

Pedalando pela ecologia

Europa: Pedalando pela ecologia

Por Claudia Ciobanu, da IPS

Um grupo de jovens de diversos países europeus participam de uma travessia em bicicleta da Bulgária até a Turquia, para mostrar ao mundo que as viagens e a boa vida são possíveis sem grande consumo de energia. Quinze pessoas (da Bósnia, Bulgária, Croácia, Espanha Portugal e outro punhado de países) iniciaram no último dia 4 na capital búlgara, Sofia, o Ecotopia Biketour 2008. Após percorrerem cerca de 600 quilômetros dentro da Bulgária e mais mil na Turquia, o que vai durar cerca de um mês, o participantes chegarão ao seu destino final, a cidade turca de Sinop, no Mar Negro, na região setentrional desse país. Espera-se que outros ciclistas se integram ao grupo durante o percurso.

Esta travessia ciclística, cujo nome Ecotopia brinca com as palavras ecologia e utopia, acontece desde 1990 em diferentes rodas européias. Os participantes se dirigem para a conferência internacional Ecotopia, que inclui debates e outras atividades sobre questões ambientais e de justiça social. Entre os assuntos abordados desde a primeira reunião, na cidade alemã de Colônia em 1989, figuram o emprego juvenil, arte e ativismo político, migrações e as fontes de energia alternativas. Este ano, a conferência acontecerá entre 9 e 23 de agosto e se concentrará nos problemas energéticos.

Os organizadores optaram pela cidade de Sinop por ser o local escolhido para a construção de uma central atômica. Os participantes são contra a produção de energia nuclear para enfrentar a crise e propõem, como alternativa, reduzir o consumo, melhorar a eficiência e promover formas de geração de baixo impacto ambiental. Os participantes da travessia ciclística consideram possível viajar e viver com escasso consumo de comida utilizando produtos comprados em barracas ou casas às quais são convidados, preparam sua comida com o que compram nas localidades que visitam e, em geral, promovem o estilo de vida “faça você mesmo”.

Os participantes também procuram organizar entre eles uma comunidade sobre bases igualitárias enquanto se encaminham ao destino final. Isto significa que as decisões são tomadas por consenso, além do uso de uma moeda especial, o “eco”, com um tipo de cambio diferenciado: os ciclistas dos países mais ricos desembolsam mais para pagar os gastos da travessia do que os das nações pobres. Estima-se que o custo diário seja de 15 ecos, equivalentes a US$ 12,7 para os europeus ocidentais e de US$ 6,37 para os orientais. “Queremos demonstrar que viver desta forma, com base na igualdade, não é uma utopia”, disse à IPS Ivan Gregov, um dos ciclistas, durante uma parada em Velingrad, na região sudoeste da Bulgária.

Um elemento-chave do Ecotopia Biketur é que os participantes organizam o participam de atividades e demonstrações que abordam as preocupações das comunidades que visitam durante essa viagem. Na Bulgária, protestarão contra a construção de uma central nuclear em Belene, norte do país. Enquanto pedalarem através das montanhas Rodope, realizarão ações para chamar a atenção para um projeto de infra-estrutura turística em grande escala em áreas naturais protegidas. Além disso, na cidade de Krumovgrad, organizarão uma jornada de informação sobre os riscos do uso de cianureto na exploração mineira, técnica que será usada nessa área na extração de ouro.

Quando chegarem à costa do Mar Negro, participarão de um protesto contra o oleoduto burghas-Alexandroupolis, um controvertido projeto em razão dos riscos ambientais e por ter sido rejeitado em um referendo local. Também tentarão conscientizar sobre o negativo impacto de usinas térmicas como a planejada em Ayancik, localidade próxima de Sinop. A maioria das atividades tem por objetivo chamara a atenção para as formas com que os projetos de desenvolvimento acontecem na região.

Embora os participantes da travessia ciclística afirmem que são recebidos amistosamente e com curiosidade em todos os lugares aonde chegam, a mensagem que procuram divulgar nem sempre é igualmente bem-vinda. “É muito difícil convencer as pessoas a reduzirem o consumo de petróleo”, disse o croata Gregov. “As sociedades da Europa oriental são muito consumistas. Poucos estão dispostos realmente a abandonar seus hábitos de emprego intensivo da energia”. Gregov, que já participou de outra edição da travessia, escreveu em um blog que “a cultura do progresso global já se assentou nos países da Europa oriental, mas não se percebe os efeitos negativos e os custos que deverão ser pagos”.

A seu ver, “os erros cometidos pela Europa ocidental devido à sua implacável política de desenvolvimento se repetem nas nações do leste. Temos que elevar a conscientização pública para mudar esta estratégia de crescimento”, mas o Ecotopia Biketour procura deixar um exemplo antes de pregar sobre como as pessoas devem viver. “Objetiva conseguir uma comunidade sustentável”, disse outro participante. “Trata-se de pensar sobre o impacto ambiental nas decisões cotidianas. E não ser muito fascista a respeito dos assuntos em que alguém se especializa, porque outras pessoas podem considerar que outras questões são importantes”, acrescentou.

Posted by: Peters | Julho 16, 2008

Carro ecológico agora existe?

Ao criar um “selo verde”, parece que o Ministério do Meio Ambiente acredita que existe:

A partir do próximo mês de outubro, os veículos fabricados no Brasil terão uma etiqueta com a indicação do consumo de combustível. Segundo o Ministério do Meio Ambiente, a idéia é permitir que o comprador compare vários modelos similares, para saber qual consome menos e, portanto, polui menos.

“Os carros novos terão uma etiqueta indicando quanto poluente emite, quanto polui. Será como no caso das geladeiras, que saem de fábrica com a indicação do consumo de energia. É uma novidade voltada para o consumidor consciente”, anunciou nesta quarta-feira o ministro Carlos Minc

Alguém precisa avisar ao Ministro e ao Ministério do Meio Ambiente que não existe carro ecológico, como já demonstrou o Apocalipse Motorizado. O único possível é o Carro ecológico dessa matéria.

O consumidor consciente deveria andar de bicicleta quase o tempo todo, usar o transporte público quando necessário, e, muito raramente, o carro particular, para o transporte de pessoas ou cargas a distâncias maiores não atendidas pelas outras modalidades. O Ministério do Meio Ambiente, antes de condecorar automóveis particulares, deveria se unir ao Ministério das Cidades no incentivo ao uso de meios não motorizados de deslocamento, que não emitem poluentes, e aos transportes públicos, que são muito mais eficientes.

Posted by: bicicletadacuritiba2 | Julho 14, 2008

2ª Vaga Viva em Curitiba

Hoje de manhã fizemos a segunda Vaga Viva em Curitiba na Rua Voluntários da Pátria.

Ficamos das 10:30 as 12:30. Foram momentos de descontração, conversa e música.

Sala de EstaR

Sala de EstaR

Alguns curiosos até encostavam para perguntar do que se tratava e elogiar a iniciativa. Mas numa cidade que está esquecendo que a rua também é local de convívio social não houveram muitos que se dispuseram a conversar e sentar conosco.

Curiosamente nem os motoristas, que talvez pudessem brigar por ter seu espaço usurpado, se manifestaram. Essa é a sociedade da apatia !!

O espaço é público ?

O espaço é público ?

A Vaga Viva mostra que um outro mundo é possível. Mostra que a rua deveria ser um espaço de convívio. Onde todos deveriam ter direito de estar. Onde é possível conhecer pessoas e ver a sua cidade, tornando-a um lugar mais vivo e seguro.

Já estamos pensando na próxima. Quem sugere o próximo local?

E pra participar é só levar o bom humor.

Para saber mais clique aqui.

Posted by: bicicletadacuritiba2 | Julho 14, 2008

Ruas são salas de estar ou estacionamentos ?

Dentre os muitos males gerados pela cultura do automóvel está a desintegração do tecido urbano.

Qualquer grande cidade está familiarizada com vias rápidas e congestionadas. Essa é uma das formas mais eficientes de espantar pessoas e destruir o convívio social. Afinal, quem quer conviver no meio da fumaça, do barulho e do perigo de acidentes.

Para tentar contornar esses problemas, as pessoas optam basicamente por duas saídas:
1) Morar bem longe num lugar mais saudável
2) Evitar a rua a todo custo (do condomínio fechado para o carro e daí para o shopping ou escritório).

É de se imaginar que uma prática tão onerosa, não deveria ser comum nas cidades. No entanto, apesar de carregar somente 20,5% das pessoas, os carros ocupam 58,3% do espaço viário. E em alguns bairros inteiros de Curitiba, mais de 50% de todo o solo é dedicado ao carro (estacionamentos, garagens, postos de gasolina, locadoras, revendas, oficinas, lojas de auto-peças, borracharias, auto-escolas …).

Gerando mais um problema. Distância. Com tanto espaço subutilizado. Os serviços e produtos são cada vez mais inacessíveis para pessoas que se deslocam a pé, usam transporte coletivo ou bicicleta.

Isso tudo de acordo com a lei !!
Você acha que as ruas são públicas? O Código nacional de trânsito determina a quem pertence cada espaço. E apenas os veículos têm direitos as ruas. Os pedestres devem se ater ao espaço reduzido das calçadas.

Reclaim the streets …

Posted by: Peters | Julho 10, 2008

O Vampiro de Curitiba

“Ai da cólera que espuma os teus urbanistas

apostam na corrida de rato dos malditos carros

suprimindo o sinal e a vez do pedestre

inaugurada a caça feroz aos velhinhos de muleta

se não salta já era

em cada esquina os cacos de bengala de um ceguinho

quem acerta primeiro o paraplégico na cadeira de roda”.

.

.

Dalton Trevisan, nosso candidato a Vice-Prefeito juntamente com o candidato a Prefeito Wilson Bueno, mesmo não constando da listagem do TRE.

Citado por Dante Mendonça (6/7/2008). Via Solda Cáustico.

Posted by: goura | Julho 9, 2008

Ainda cabe mais um!

Espaço urbano degradado pelos usuarios de automoveis. Não da pra pensar em coisas mais inteligentes?

Posted by: Gunnar | Julho 4, 2008

O que nós queremos, afinal?

Falarei em nome da bicicletada, embora não exista realmente uma unidade de pensamento - o que é justamente o grande trunfo do movimento - e, portanto, o que vai abaixo é apenas a opinião pessoal desse que vos escreve.

O que temos (desenho de Andy Singer)

 

Não reivindicamos o direito a ter um cantinho na cidade. A coisa é mais ampla que isso.

Nossa luta contra a ditadura do automóvel não é uma questão de gosto, do tipo “eu prefiro a bicicleta então vou falar mal do carro”. Nada disso. Reconhecemos que o carro, isolado, como veículo, tem lá sua utilidade.

O que nós estamos questionando é justamente a dimensão e a falsa importância que o automóvel ganhou nas cidades. A rua se tornou perigosa para as pessoas, principalmente crianças e idosos; o espaço urbano está degradado e abandonado, transformado em local de passagem; mais da metade do solo da cidade é ocupado por ruas e mais ruas, túneis, viadutos; toda a cidade é planejada para o carro, temos vagas ao longo das ruas, calçadas cada vez menores, praças sendo eliminadas, tudo para ceder espaço à minoria que possui um automóvel. E olha que legal: mesmo com essa concessão toda, ironicamente, o sistema não funciona: os congestionamentos são cada vez mais longos e demorados, e assim, a mobilidade - não só dos carros, mas de toda a população - vai para o brejo.

A pergunta que fica é: por que continuar insistindo num sistema que, além de destruir a cidade, servir apenas uma minoria e usurpar o espaço que é de todos, não funciona e já mostra claramente sinais de esgotamento? Grandes cidades do primeiro mundo já perceberam que uma das primeiras medidas para começar a resolver o problema do trânsito é restringir a circulação de automóveis, além de repensar completamente a cidade, priorizando o transporte público e humano.

Então:

 
A bicicletada reivindica o espaço que pertencia às pessoas e foi usurpado pelo automóvel.

A bicicletada reivindica o respeito pelas diferenças e pela vida humana.

A bicicletada reivindica o convívio pacífico e harmonioso no trânsito.

A bicicletada reivindica o resgate da mobilidade inteligente, rápida e democrática.

A bicicletada reivindica um planejamento urbano que priorize a mobilidade - e não o carro.

A bicicletada reivindica, enfim, uma cidade mais humana.

 

O que temos e o que queremos (desenho de Andy Singer)

 

Mesmo que seja doloroso para alguns, tudo isso só é possível com o fim da ditadura do automóvel.

Older Posts »

Categorias