Publicado por: goura | 16 Novembro, 2009

Ainda sobre a multa da Ciclofaixa . . .

quitação-ciclofaixa

Amigos,

que a prefeitura de Curitiba não está nem aí para a bicicleta não é algo novo. É notícia reforçada a cada semana. Só pra dar um exemplo na semana passada o prefeito apresentou o projeto de reformas da Av. Cândido de Abreu. Pra variar, nada pra bicicleta. A notícia é esta: http://www.curitiba.pr.gov.br/publico/noticia.aspx?codigo=17921&Avenida-C%c3%a2ndido-de-Abreu-ter%c3%a1-%c3%b4nibus-Ligeir%c3%a3o-e-cal%c3%a7ad%c3%a3o-para-pedestres

A lei orçamentária que será votada no início de dezembro não prevê um tostão para ciclofaixas! Ligar para o 156 funciona? Se o que eles chamam de democracia é ficar apertando botõezinhos pode ser. A sugestão é pressionar os vereadores para que insiram $$$ para as ciclofaixas. A pressão é agora.

Democracia e demagogia se confundem na política destes sujeitos. E a bicicleta é pra brincar, não é mesmo? É uma brincadeira pra jovens, estudantes, operários e todos aqueles que não precisam ´da agilidade´ do automóvel, como disse o prefeito no Dia Sem Carro deste ano.

Enfim, como se não bastasse tudo isto a multa da ciclofaixa, de acordo com a procuradoria, não será anistiada. O prefeito bem que gostaria, disseram eles, mas não pode abrir o precendente! Sabemos disso . . . faz quase 14 anos que o jovem Beto está mergulhado no poder municipal e bem que gostaria de fazer alguma coisa pra bicicleta. Ah, existe o Pedala Curitiba . . . um passeio nas noites de quinta . . . que coisa bonita! Estímulos pra a bicicleta como meio de transporte são inexistentes. Campanhas de educação e respeito ao pedestre e a bicicleta idem. Ciclofaixas, só as piratas mesmo!

Vamos coletar este dinheiro da multa de forma coletiva e pública. Contamos com a participação de todos. Não queremos que apenas uma pessoa ou instituição monopolize esta coleta e estamos aceitando doações de R$5 a R$300. As colaborações podem ser feitas no Govardhana Yogashala (Rua Augusto Stresser, 207) no horário comercial, ou através de depósito bancário (Banco do Brasil – CC. 39812-8 / Ag. 0009-4).

As três multas somadas chegam a quase R$3000. A dívida ativa rende mais que a poupança! Só com este valor daria pra fazer 300 metros de ciclofaixa. Se contar os honorários dos procuradores que negaram os nossos dois recursos, afirmando que o que fizemos foi sim um ato de pichação e vandalismo, dariam alguns kilometros a mais de ciclofaixa na ´capital dos patrícios´.

O dinheiro arrecadado será depositado em juízo e uma ação judicial será iniciada contra a prefeitura de Curitiba por danos morais e omissão e desrespeito ao Código de Trânsito Brasileiro, que afirma que é obrigação das autoridades municipais instituir a estrutura cicloviária da cidade.

Quem fizer a colaboração através de depósito mande o nome completo, RG e valor depositado ao e-mail abaixo.

Colabore, divulgue e pressione!

O poder é nosso!

Coletivo Interluxartelivre (coletivointerlux@gmail.com)

Publicado por: Gunnar | 13 Novembro, 2009

The Ride

30 Seconds to Mars
Kings and Queens – The Ride

 

Via DeathPedal

Publicado por: bicicletadacuritiba2 | 11 Novembro, 2009

Maratona Fotocinematográfica

Publicado no blog Cidade do Pedestre

Participe da 1ª Maratona !!

Publicado por: Peters | 7 Novembro, 2009

Bicicletada de Raloim

Foto: Chihuahua

Foto: MRVN

Curitiba Cycle Chic:  galeria de fotos no Flickr.

Fotos  Chihuahua (Picasa)

Fotos MRVN (Flickr)

 

Publicado por: goura | 4 Novembro, 2009

Dias sem bicicleta

bicicletada20

Quando o poder público se omite, quem pode evitar que as pessoas procurem resolver os problemas por sua própria conta? Em Curitiba, muitas pessoas, por convicção ou outra razão, optam por se locomover por meio da bicicleta, apesar da leniência da prefeitura, que mantém um insuficente circuito de supostas ciclovias (pela má qualidade do pavimento e a circulação compartilhada, é duvidoso chamá-las ciclovias) enquanto privilegia o trânsito motorizado.

A bicicleta é uma alternativa saudável e ecológica, mas que não recebe a devida atenção dos investimentos municipais em infra-estrutura. Muito mais barata que a construção de avenidas de kilômetros de extensão em concreto, a demarcação de ciclofaixas e a organização do trânsito em benefício da circulação de bicicletas é, no mínimo, uma obrigação legal. Previstas pelo Código de Trânsito Brasileiro, as ciclofaixas e ciclovias não devem ser vistas como ação opcional da prefeitura. São uma obrigação com o cidadão, que deve ter a oportunidade de optar pelo meio de transporte de sua preferência.

Mas soma-se à falta de espaços adequados para a circulação de bicicletas, as catracas da tarifa e problemas na qualidade do transporte coletivo e o trânsito cada vez mais travado na cidade. Não parece um exercício sobrenatural prever que Curitiba tende a parar.

É compreensível que parcela da população prefira o transporte motorizado, por critérios de praticidade, velocidade e até mesmo condições físicas daquele que precisa chegar ao local de trabalho com segurança e tranquilidade. Isso significa que a prefeitura deve investir em meios de transporte coletivos de boa qualidade, que possam contribuir para o bom funcionamento do trânsito encorajando as pessoas a deixarem seu automóvel em casa.

Além disso, uma tarifa acessível, até mesmo subsidiada, é um investimento justificável se o desejo for prevenir a poluição atmosférica e o estresse que o movimento da área central provoca. A atitude rigorosa de restringir a circulação de carros em um determinado perímetro não é um obstáculo, mas o desafio para outra cultura de mobilidade, que prioriza a cidade para as pessoas, em detrimento da cidade do carro (car city). Os custos e eventuais incômodos dessa política são bem menores que os infinitos gastos e endividamentos por infra-estrutura e a cidade-canteiro-de-obras.

Devemos dirigir atenção para os obstáculos à mobilidade por meio da bicicleta. Mesmo sendo comparativamente mais prática e rápida que outros meios de transporte, como pode ser demonstrato pelo desafio intermodal (Gazeta do Povo: Bicicleta supera até moto no trânsito de Curitiba. De novo. Publicado em 29/05/2008. http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/vidaecidadania/conteudo.phtml?id=770677), os usuários da bicicleta ainda sofrem com os riscos e insegurança da circulação no trânsito da cidade. Apesar do Código de Trânsito prever uma “etiqueta” de comportamento nas vias públicas, a ocorrência de acidentes e desrespeito pelos motoristas desencoraja a utilização das bicicletas. Uma iniciativa consistente seria a reserva de espaços específicos para este modal, previstos pelo código na forma de ciclofaixas ou ciclovias.

Na falta das boas condições promovidas pela prefeitura, os ciclistas resolvem a circulação por sua própria conta. É como vejo a criativa iniciativa de demarcar a ciclofaixa em vias públicas, no local onde já deveria há muito estar demarcada (Gazeta do Povo: Ciclistas pintam ciclofaixa em rua de Curitiba e são multados. Publicada em 09/12/2008. http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/vidaecidadania/conteudo.phtml?id=836083). A prefeitura, até então omissa no assunto, resolveu tomar uma iniciativa: lançou multa para os ciclistas acusando-os de pixação. Vandalismo?

Talvez a prefeitura considere vandalismo também a iniciativa de moradores de bairros de população de baixa renda que instalam a infra-estrutura básica por sua própria conta. Talvez seja comparável à pixação a iniciativa de cobrir os buracos que se abrem depois de cada chuvarada nas ruas mal-pavimentadas da nossa cidade. Quando a prefeitura falta aos seus compromissos, ela pode proibir que as pessoas façam o que ela deveria ter feito?

Me parece o oposto: no caso, penso que a prefeitura deve indenizar a tinta utilizada pelos ciclistas que demarcaram a ciclofaixa onde ela legalmente deveria estar. Deveríamos agradecer à iniciativa das pessoas que, conhecendo os problemas de perto, mostram ao prefeito que a sociedade é a dona da cidade. Que as soluções brotem espontaneamente, impunemente, pelas mãos de todos nós, sem precisar pedir autorização ou perdão a quem for, prefeito ou procurador. Pela retirada da multa contra os ciclistas, é urgente a demarcação de ciclofaixas, respeito e segurança para a circulação dos ciclistas.

Bruno Meirinho, advogado ciclista, foi candidato à prefeitura de Curitiba pela Frente de Esquerda (PSOL-PCB-PSTU) em 2008

Publicado por: Peters | 2 Novembro, 2009

Pichações de fato

Embora conceituar o termo possa ser uma tarefa complicada, distinguir o que é uma pichação não é uma coisa nada difícil de se fazer. É bater os olhos e saber do que se trata. Não precisa nenhum tratado acadêmico a respeito (claro que as pesquisas sociais e antropológicas do fenômeno são importantes, mas assim mesmo ele é facilmente identificável). SS105210 A pichação depreda sinalização que tem uma utilidade para muitas pessoas. SS105208 Conspurca e deteriora uma paisagem urbana SS105201 Algumas provocações são mais ousadas, como essa pichação bem ao lado do quartel da Guarda Municipal. SS105197 Quando não depreda, agride à visão. Esse tipo de pichação causa gastos aos proprietários e à Prefeitura.

Mas a ciclofaixa nada tem a ver com essas anteriores. Ela provê orientação aos motoristas e aos usuários de bicicleta. Uma orientação que em momento algum contraria as leis de trânsito. Ela tem uma utilidade pública para as pessoas que ali passam, em carros, em bicicleta, empurrando carrinhos de bebê (não encontrei a foto)  etc. Como esses condomínios que delimitam a entrada de suas garagens com traços, sem serem autuados por pichação, a ciclofaixa apenas demarca um espaço que já é de direito do uso do ciclista.

Condomínios demarcando vagas de estacionamento

Na falta de ação da Prefeitura, condomínios demarcam vagas de estacionamento, em vista da insignificância material da ação (fotos do autor quando não indicada a origem)

A ciclofaixa, contudo, padece de um mal. Ela é muito mais estreita do que o necessário. Ela é insignificante do ponto de vista material, alguns traços no asfalto de uma cidade com milhões de habitantes e mais de um milhão de veículos motorizados. Ela é apenas uma migalha. O blog português Menos Um Carro até comenta: “Reparem na sua diminuta largura e no mau estado do piso. Neste caso os automobilistas até agradecem que os ciclistas se confinem àquela bermazinha” (aqui). Se ela causa tanto transtorno a ponto de merecer uma multa forjada e o uso distorcido da lei, é por causa de sua dimensão simbólica, de contestação ao reinado dos carros e da prepotência motorizada. A ciclofaixa tem a ousadia de propor o compartilhamento da via, e é então reprimida. Esse reinado hoje ainda domina, como o prova a aplicação da multa.  Mas, no futuro, qualquer que seja o resultado da repressão – e  o que se espera não é menos do que a anulação das multas por falta de objeto e de provas -, esses jovens terão feito a história contra uma elite dominante míope.

Foto Arte Bicicleta Mobilidade

O que é Ciclofaixa (Transporte Humano).
Artigo no Apocalipse Motorizado.

Publicado por: goura | 29 Outubro, 2009

Ciclistas protestam . . .

Ciclistas protestam contra falta de mecanismos para mobilidade na capital Movimento Bicicletada de Curitiba conseguiu agendar uma reunião na próxima terça-feira com o secretário de Governo, Rui Hara. Ciclistas querem a presença do prefeito Beto Richa e do procurador jurídico do município 29/10/2009 | 18:17 | Adriano Kotsan

Um grupo de ciclistas fez um protesto na tarde desta quinta-feira (29) em frente ao prédio da prefeitura de Curitiba, no Centro Cívico, contra a aplicação de uma multa a três ciclistas que pintaram uma ciclofaixa em 2007, na Avenida Augusto Stresser, no bairro Alto da Glória. O protesto desta quinta-feira também é contra a falta de projetos da prefeitura para a mobilidade urbana, segundo Jorge Brand, participante da Bicicletada de Curitiba. Os ciclistas chegaram às 15 horas em frente à prefeitura e ficaram em cima da calçada, fazendo alguns malabarismos e chamando atenção das pessoas que passavam pelo local para o movimento. O trânsito não foi afetado. De acordo com os ciclistas, mais de 40 pessoas compareceram à manifestação. A prefeitura afirma que o número não chegou a 20.

Brand, também conhecido como Goura Nataraj, seu nome indiano segundo o próprio explicou, afirmou que a reunião desta quinta-feira não foi um protesto. “Estamos fazendo uma festa, uma celebração em favor da bicicleta, da mobilidade limpa. Mas tem um tom de tristeza por essa ação da prefeitura, de multar os ciclistas que pintaram a primeira ciclofaixa da cidade e pela total omissão da prefeitura para criar mecanismos para mobilidade”, disparou Brand.

O ciclista afirmou que Curitiba não tem nenhum lugar para guardar as bicicletas. “Nenhum órgão público tem um aparato para o ciclista estacionar a bicicleta. A prefeitura trata o assunto apenas como marketing. Tivemos uma reunião como o presidente do Ippuc (Instituto de Pesquisa Planejamento Urbano de Curitiba) e os projetos que mostraram eram os mesmos de dois anos atrás. Em três anos a prefeitura não desenvolveu nada de novo. Na Linha Verde a ciclovia é muito mal feita”, disse. A manifestação desta quinta não tinha horário para acabar. Por volta das 17h15 havia um grupo de 40 ciclistas no local. “Não sei a hora que vai acabar, estamos seguindo o fluxo”, definiu. Reunião Nesta quinta-feira o secretário de Governo, Rui Hara, conversou com alguns ciclistas e foi marcada uma reunião para terça-feira (3), às 15h30, na prefeitura. O movimento Bicicletada também solicitou a presença do prefeito Beto Richa (PSDB) e do procurador jurídico do município, Ivan Bonilha, na reunião. “Nosso advogado vai estar presente e queremos discutir com o procurador Bonilha sobre a multa. O nosso ato não foi uma pichação, foi um ato político”, disse Jorge Brand. O ciclista afirmou que o movimento quer a retirada da multa e que a ciclofaixa, pintada na extensão de uma quadra da Avenida Augusto Stresser, seja oficializada.

De acordo com a assessoria de imprensa da prefeitura, a Procuradoria-Geral do Município (PGM) encara a pintura da ciclofaixa em 2007 como um ato de vandalismo. De acordo com a prefeitura, apenas com pichação são gastos cerca de R$ 1 milhão por ano. Com esse valor seria possível construir uma escola para 800 alunos, segundo o município.

Multa Em 2007, um grupo de 50 pessoas participou da pintura da ciclofaixa em um dos lados da Avenida Augusto Stresser, na altura do número 200, no bairro Alto da Glória. A pintura foi em uma quadra inteira. A manifestação foi por causa do Dia Mundial Sem Carro, mas somente três ciclistas foram autuados, Jorge Brand, Fernando Rosenbaum e Juan Parada respondem a um processo administrativo e precisam pagar uma multa de R$ 750 cada um. Dois recursos já foram indeferidos pela Procuradoria-Geral do Município (PGM).

Gazeta do Povo – http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/vidaecidadania/conteudo.phtml?tl=1&id=939097&tit=Ciclistas-protestam-contra-falta-de-mecanismos-para-mobilidade-na-capital

Publicado por: Peters | 26 Outubro, 2009

Anistia

anistia ciclofaixa

Alterado o local do encontro!

Ah, e sábado, 31 de outubro, tem Bicicletada de Raloim do Saci!

Para lembrar como foi no ano passado, pode olhar aqui.

Precisamos exorcizar as bruxas e as multas!

Publicado por: rose rose | 23 Outubro, 2009

Edital da Ciclofaixa tem o suporte do IPPUC

linha verde

linha verde

O Edital da Ciclofaixa premiará com um Bicicleta o projeto mais criativo de planejamento cicloviário para a extensão da Avenida Cândido de Abreu da Prefeitura até a Praça Tiradentes A planta desta região  está disponibilizado no sitio do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba

http://www.ippuc.org.br/informando/index_mapasarruamento.htm

vá no menu -curitiba-  e baixe o item 3 para autocad

para obter informações específicas sobre o geoprocessamento da região, contate ->cubas@ippuc.org.br ou neudi@ippuc.org.br ou pelo fone (41) 3250 1352 – geoprocessamento

baixe o edital aqui

http://www.mediafire.com/?gmbngiyzwkz

Publicado por: bicicletadacuritiba2 | 23 Outubro, 2009

É hora de acordar

Campanha Tic, Tac, Tic, Tac - A hora de acordar

Campanha Tic, Tac, Tic, Tac - A hora de acordar

Veja também:

tictactictac – Hora de agir pelo clima

Flávio Krüger

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