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  • Vinicius Massuchetto 20:22 on 9 October, 2011 Permalink |
    Tags: , Antonina, , , trânsito   

    A convivência com os carros é possível 

    Onde as bicicletas dominam a paisagem

    Em Antonina, uma das cidades com a menor proporção de veículos por habitante no Paraná, as magrelas são maioria e convivem pacificamente com os carros. […]

    Não há números oficiais que comprovem, mas os moradores garantem que, no município com a segunda menor proporção de veículos por habitante do estado, as bicicletas são maioria no trânsito. Em cenas impensáveis para algumas cidades, carros e bicicletas transitam harmoniosamente, provando que a convivência é possível, pelo menos na pequena Antonina. A média na cidade é de 15 veículos a cada 100 habitantes.

    Fonte: Gazeta do Povo

    Sugestão de notícia do Felipe Ribeiro

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  • Vinicius Massuchetto 08:27 on 23 September, 2011 Permalink |
    Tags: , , , , , trânsito   

    Violação de Ciclovia na João Negrão com Eng. Rebouças 

    Na esquina da Engenheiro Rebouças com a João Negrão, as obras da Igreja Universal ocupam, por bem dizer, metade da ciclovia. Os tapumes colocados de maneira ilícita e desrespeitosa atrapalham a circulação de pedestres e bicicletas no local.

    Fotos enviadas pelo colega Luiz Chagas, que entrou com o pedido de fiscalização 000156888i na prefeitura.

     
  • bicicletadactba 18:18 on 6 April, 2010 Permalink |
    Tags: campanhas, educativas, trânsito   

    Campanhas educativas 

    O saldo do feriado de Páscoa desse ano nas estradas foram impressionantes. No Paraná, 2º colocado no “ranking” nacional, foram contabilizados 366 acidentes e 20 mortes. (1) e (2).

    Embora muitos especialistas indiquem que a causa da barbárie no trânsito seja a impunidade, os maus hábitos do brasileiro no volante continuam sendo o principal fator nessa escalada de violência.

    Campanhas educativas continuam sendo feitas, como a Sou legal no trânsito, realizada pelo Denatran e o Ministério das Cidades, mas os resultados ainda são tímidos. Durante viagens profissionais que tenho feito nas estradas, vendo aqueles pátios lotados de veículos retorcidos, imaginei a possibilidade de utilizar esses restos em uma campanha, expondo-os na frente dos postos da polícia rodoviária com os dados de mortos e feridos em cada acidente, numa abordagem impactante e atingindo os motoristas no momento em que estão atrás dos volantes.

    Abordagens de alto impacto, sejam pelos conteúdos chocantes ou emotivos, são utilizadas em diversas campanhas mundo afora. Na paginá do Denatran existe um arquivo com campanhas nacionais e internacionais que podem ser baixados. Dos diversos vídeos já vistos, separo dois deles que me impressionaram. O segundo é uma obra-prima!


    Via Sedentario -> Brainstorm9

    Flávio Krüger

     
    • Daniel 21:40 on 6 Abril, 2010 Permalink | Inicie a sessão para responder

      Muito bom…
      como se diz, “there are no accidents”.

    • Bia Kunze 19:28 on 7 Abril, 2010 Permalink | Inicie a sessão para responder

      O que mais me impressiona é a quantidade de gente que toma uns gorós e depois vai para o volante. Às vezes, até com criança junto. Como pode ter gente tão irresponsável?
      http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?tl=1&id=989516&tit=Motorista-brasileiro-bebe-demais

    • Peters 06:46 on 8 Abril, 2010 Permalink | Inicie a sessão para responder

      Essa campanha do “sou legal no trânsito” é ridícula, quer educar o pedestre para sair da frente. Quem tem a arma na mão é que tem que ser bem educado, e sofrer as penalidades cabíveis se não cumprir o contrato social representado pela lei.
      Tanta preocupação com o uso do cinto de segurança pelos passageiros, ok, vidas são vidas, mas a metade dos mortos no trânsito são os desmotorizados, pedestres principalmente. A preocupação maior deveria com os mais desprotegidos, quem tem a arma que aprenda a usá-la para não causar danos a terceiros que nada tem a ver com o fato de alguém usar carro. É inconsciente, motorista se sente mais protegido pelo uso do cinto e representa maior ameaça a quem pode sofrer as consequências.
      Com relação ao problema da bebida, veja-se: “Ao longo do feriadão, a Polícia Rodoviária Federal realizou mais de 28 mil testes de embriaguez, que resultaram em 673 autuações e 337 prisões em flagrante.” (http://www.dprf.gov.br/PortalInternet/visualizacaoTextoComFoto.faces?id=240676). Acho que o ano passado não teve, mas em fevereiro fizeram 46 mil testes, o temor de ser pego não deveria ter tido efeitos agora? (http://www.dprf.gov.br/PortalInternet/visualizacaoTextoComFoto.faces;jsessionid=7E11906F18ED550E5D58332AE5190503?id=238211). Parece que não teve nenhum resultado.
      Algumas notícias de atropelamentos registrados neste blog não envolvem motoristas bêbados.
      Há pesquisas no estrangeiro que revelam ser o motorista desatento o mais perigoso, enquanto a maioria dos bêbados se acidentam mais sozinhos do que envolvendo terceiros. Motoristas sóbrios respondem por 90% das crianças a pé mortas por ano (http://www.howwedrive.com/2010/01/13/word-of-2009-distracted-driving/).
      É claro que certos tipos de droga podem tornar o motorista agressivo e isso deve ser combatido, mas é esse o principal fator para a diminuição da violência?
      Não será a velocidade a principal variável de controle do ponto de vista da autoridade de trânsito, mesmo contra toda a possível revolta da classe motorizada?
      E as penalidades, por mais que se busque um aprendizado somente por incentivos, parece que ainda podem ser o melhor instrumento para adequação do comportamento coletivo dos motoristas.

    • Gunnar 18:26 on 11 Abril, 2010 Permalink | Inicie a sessão para responder

      Tem um tio no meu setor que dirige dentro da velocidade permitida e não “costura”o trânsito, além de levar a direção defensiva ao extremo. Adivinha: é o maior motivo de chacota do setor inteiro.

      Já eu, rezo a deus todo dia para todos os motoristas serem como ele.

  • Luis Patricio 08:00 on 17 October, 2008 Permalink |
    Tags: , , manutenção, , trânsito   

    Manutenção de ciclovias 

    Nas últimas semanas tem se observado algumas reformas tímidas em trechos das ciclovias em Curitiba:

    • Trechos irregulares e/ou destruídos por raízes de árvores estão recebendo uma camada nova
    • Alguns desníveis e guias com “degraus” estão ficando um pouco mais nivelados

    Ciclovia recapeada. Repare o caminho alternativo para evitar as antigas rachaduras.

    Já não era sem tempo de começarem a olhar para as vias para ciclistas. Medidas como essa precisam ser mais abrangentes para tornar mais fluido o tráfego de bicicletas. Isso vai trazer uma consequência inevitável o aumento da velocidade nas ciclovias. O que nos remete a algumas outras questões:

    Ciclovias compartilhadas
    É preciso mais espaço para abrigar o fluxo de pedestres e ciclistas. As calçadas são muitas vezes impraticáveis tornando a ciclovia o único espaço para circulação de não-motorizados.

    Preferência nos cruzamentos
    O tratamento das intersecções é praticamente nulo. Sem sinalização, pedestres e ciclistas têm que se arriscar entre um sinal e outro para conseguir atravessar avenidas como a Visconde de Guarapuava e a Marechal Deodoro.

    A mesma ciclovia, alguns metros adiante, segue precisando de reformas. Novamente a presença do caminho alternativo.

    É preciso criar condições seguras não apenas com semáforos específicos que geralmente tem um tempo extremamente reduzido para quem não está de carro. Mas criando rotas mais diretas para não-motorizados e restrigindo/reduzindo o acesso/velocidade de carros e motos.


    Tomara que essas pequenas melhorias observadas sejam apenas o prenúncio de um verdadeiro avanço na mobilidade sustentável em Curitiba.

    Você conhece mais alguma melhoria? O que você considera mais prioritário daqui pra frente?

     
    • Peters 11:47 on 17 Outubro, 2008 Permalink | Inicie a sessão para responder

      Vi alguns recapeamentos localizados na ciclovia no Centro Cívico-São Lourenço.
      No Parque Barigui também fizeram um recapeamento e reavivaram a sinalização horizontal da ciclovia.
      É muito pouco.

      • Irineu Santos 21:13 on 14 Fevereiro, 2011 Permalink | Inicie a sessão para responder

        Penso que o grupo bicicletada deve avaliar a informação de que a título de experiência, a Prefeitura Municipal de Curitiba realmente disponibilizou (informado pelo telejornalismo da RPC em Janeiro), a faixa esquerda das laterais da Av Mal Floriano desde a Linha Verde até o Bairro Boqueirão. Segundo a reportagem, em havendo adesão da população, tal ciclofaixa será estendida as demais vias similares de Curitiba. Acredito que o Grupo Bicicletada deva incentivar através dos meios de comunicação, para que estes auxiliem na divulgação do uso desta iniciativa, que há muitos anos venho pedindo via 156, pois entendo que as vias similares a Av Mal Floriano cortam a cidade de Norte a Sul e de Leste a Oeste, o que favorecerá os trabalhadores como alternativa aos carros e transportes coletivos, por serem de baixo custo de aquisição e manutenção, fato que retirará os ciclistas da vias expressas e reduzirá acidentes destes com os coletivos, além de melhorar a condição física dos trabalhadores ciclistas e respiratória da população pela diminuição de veículos automotores poluindo o ar desta cidade, vindo de encontro a economia da Secretaria de Saude pela diminuição de casos de problemas respiratórios que comparecem nos Postos de Saúde do Município.

    • divo 12:32 on 17 Outubro, 2008 Permalink | Inicie a sessão para responder

      Notei alguns “pioramentos”, no caso da ciclovia da Eng. Rebouças, na esquina da Marechal Floriano, reformaram a via, refizeram os rebaixamentos pra cadeirantes, mas o da ciclovia que já existia antes, sumiu no buraco negro da incopentência. Já mandei email reclamando, registrei no 156 e até agora nada.

    • Rafael Castilho 10:06 on 20 Outubro, 2008 Permalink | Inicie a sessão para responder

      Eles deram uma remendada ali na ciclovia que liga o São Lourenço ao centro. Aquele desnível da ponte e outro perto do Américo foram arrumados.

    • Gunnar 10:29 on 21 Outubro, 2008 Permalink | Inicie a sessão para responder

      Na segunda-feira, antes do meu atropelamento, levei uma fechada na Arthur Bernardes de um boy que veio cheio de pedra pra cima de mim quando fui falar com ele “a ciclovia é ali ó”. É triste, porque aquela ciclovia, além do péssimo estado, é toda cheia de curvas, visivelmente feita para esporte e lazer, não presta para o transporte. Assim, a existência das “ciclovias” em Curitiba acaba funcionando contra o ciclista, pois sustenta uma exclusão da bicicleta do sistema viário, servindo de desculpa para os motorizados justificarem o comportamento agressivo.

    • Gunnar 10:30 on 21 Outubro, 2008 Permalink | Inicie a sessão para responder

      Ou seja: não pode andar na ciclovia porque não presta e não pode andar na rua porque tem ciclovia.

    • Luciano 09:26 on 22 Outubro, 2008 Permalink | Inicie a sessão para responder

      Pois é… eu odeio ser papagaio, mas, mesmo assim, vou repetir mais uma vez.

      Não acho que os gastos devam ser feitos em ciclovias. Devem, na verdade, ser em campanhas de conscientização quanto às regras de trânsito e fiscalização das mesmas. A ciclovia foi inventada por motoristas que só queriam saber de tirar as bicicletas da sua frente.

      Por mais que construam uma boa ciclovia de 5 metros de largura, como resolver o nó dos cruzamentos? Educação. Como conscientizar que a ciclovia seria lugar para somente bicicletas trafegarem? Educação. Como fazer os ciclistas respeitarem a mão nas ciclovias? Educação. A chave está na educação. Como fazer os ciclistas aguardarem o término da travessia de pedestres sem ameaçá-los? Educação. Com educação, nem são necessárias ciclovias.

      Dá certo a bicicleta trafegar pelas vias? Claro que dá! Meio que chutando números, posso dizer que, de cada 500 motoristas que passam por mim, 1 reclama e tenta arranjar confusão. As leis de trânsito brasileiras, quando seguidas por todos, garante segurança para TODOS os usuários do espaço público.

    • Luciano 09:47 on 22 Outubro, 2008 Permalink | Inicie a sessão para responder

      Que fique claro, ilustríssimo visitante, que a mensagem acima reflete minha opinião, e não da bicicletada como um todo. 😀

    • Rogério Chimionato 23:59 on 13 Novembro, 2008 Permalink | Inicie a sessão para responder

      Há um mês adotei a bicicleta como meu principal meio de transporte em Curitiba.
      Para ir do Cabral para o Batel, faço o seguinte caminho:
      1) Ciclovia paralela à linha do trem até a rodoviária.
      2) Canaleta da Afonso Camargo/Sete de Setembro até o Batel.
      De acordo com as sinalizações da prefeitura, existe uma ciclovia que une o Cabral até o Jardim Botânico e até a Praça do Japão. Porém, ao chegar na Afonso Camargo, só me resta entrar na canaleta, POIS NÃO HÁ CONTINUAÇÃO DESTA CICLOVIA.
      Fica a dúvida: por que divulgar que a cidade possui uma rede de ciclovias interligadas se elas de fato não estão ligadas?
      Aliás, a ciclovia paralela à linha do trem está cheia de pedras no trecho próximo da Afonso Camargo. Caberia aqui um mutirão para tirar essas pedras do caminho.
      Abraços!

      • Marcos 16:38 on 27 Maio, 2011 Permalink | Inicie a sessão para responder

        O mais triste é que as pedras “nel mezzo del camin” do trecho próximo à Afonso Camargo ainda estão lá, quase três anos depois!!!

    • Elisabete 22:10 on 24 Abril, 2009 Permalink | Inicie a sessão para responder

      Gostaria de lembrar aos ciclistas que andam pelas calçadas com bicicletas que lá não é lugar certo, conforme o Código Nacional de Trânsito, para pedalar. Lá só dá para andarmos desmontados e empurrando a bicicleta. Não dá para arriscar e colocar a vida do pedestre, e a nossa também, andando montado na bicicleta a 20 km por hora. Se isso continuar, vou me envergonhar cada vez mais de fazer parte da turma que adotou a bicicleta como meio de transporte para deixar o carro parado em casa e não poluir a cidade.

    • Peters 15:00 on 21 Junho, 2009 Permalink | Inicie a sessão para responder

      R. Prof. Benedito N. dos Santos
      Última atualização por patricio em fev 7, 2008.
      Não existe marcação de cruzamento rodocicloviário.
      Um dos lados não tem rebaixamento.

      Arrumaram o rebaixamento no cruzamento da ciclovia com a rua.

      Saída Mateus Leme
      Última atualização por patricio em fev 7, 2008.
      Degrau acentuado ao subir e descer da ponte. (ver foto)

      Arrumaram o desnível da ponte sobre o Rio Belém na passagem da rua Cecília Meireles para a Mateus Leme.

      Isto é incrível!

    • Luis Patricio 08:24 on 22 Junho, 2009 Permalink | Inicie a sessão para responder

      Pequenas medidas. Esperamos que seja aoenas o sinal de verdadeiras mudanças em relação à mobilidade urbana.

    • Nicholas Arand 15:59 on 6 Outubro, 2009 Permalink | Inicie a sessão para responder

      Na minha via, que a companha a linha de trem do parque da barreirinha até o bacaxeri, não vi nada ainda! Até pedras que rollam da linha da ALL tem.

  • bicicletadactba 15:16 on 4 July, 2008 Permalink |
    Tags: , cidades (im) possíveis, trânsito   

    O que nós queremos, afinal? 

    Falarei em nome da bicicletada, embora não exista realmente uma unidade de pensamento – o que é justamente o grande trunfo do movimento – e, portanto, o que vai abaixo é apenas a opinião pessoal desse que vos escreve.

    O que temos (desenho de Andy Singer)

     

    Não reivindicamos o direito a ter um cantinho na cidade. A coisa é mais ampla que isso.

    Nossa luta contra a ditadura do automóvel não é uma questão de gosto, do tipo “eu prefiro a bicicleta então vou falar mal do carro”. Nada disso. Reconhecemos que o carro, isolado, como veículo, tem lá sua utilidade.

    O que nós estamos questionando é justamente a dimensão e a falsa importância que o automóvel ganhou nas cidades. A rua se tornou perigosa para as pessoas, principalmente crianças e idosos; o espaço urbano está degradado e abandonado, transformado em local de passagem; mais da metade do solo da cidade é ocupado por ruas e mais ruas, túneis, viadutos; toda a cidade é planejada para o carro, temos vagas ao longo das ruas, calçadas cada vez menores, praças sendo eliminadas, tudo para ceder espaço à minoria que possui um automóvel. E olha que legal: mesmo com essa concessão toda, ironicamente, o sistema não funciona: os congestionamentos são cada vez mais longos e demorados, e assim, a mobilidade – não só dos carros, mas de toda a população – vai para o brejo.

    A pergunta que fica é: por que continuar insistindo num sistema que, além de destruir a cidade, servir apenas uma minoria e usurpar o espaço que é de todos, não funciona e já mostra claramente sinais de esgotamento? Grandes cidades do primeiro mundo já perceberam que uma das primeiras medidas para começar a resolver o problema do trânsito é restringir a circulação de automóveis, além de repensar completamente a cidade, priorizando o transporte público e humano.

    Então:

     
    A bicicletada reivindica o espaço que pertencia às pessoas e foi usurpado pelo automóvel.

    A bicicletada reivindica o respeito pelas diferenças e pela vida humana.

    A bicicletada reivindica o convívio pacífico e harmonioso no trânsito.

    A bicicletada reivindica o resgate da mobilidade inteligente, rápida e democrática.

    A bicicletada reivindica um planejamento urbano que priorize a mobilidade – e não o carro.

    A bicicletada reivindica, enfim, uma cidade mais humana.

     

    O que temos e o que queremos (desenho de Andy Singer)

     

    Mesmo que seja doloroso para alguns, tudo isso só é possível com o fim da ditadura do automóvel.

     
    • lapeters 16:24 on 4 Julho, 2008 Permalink | Inicie a sessão para responder

      Massa.

    • Ciclista Urbano 11:36 on 18 Novembro, 2008 Permalink | Inicie a sessão para responder

      Gostei deste texto, roubei para colocá-lo em meu blog também 🙂

      Abs.

      http://ciclistaurbanocwb.wordpress.com

    • Pedro 15:14 on 1 Setembro, 2009 Permalink | Inicie a sessão para responder

      Quanto a ditadura do automóvel:

      A bicicletada reivindica o espaço que pertencia às pessoas e foi usurpado pelo automóvel.

      – O espaço continua pertencendo as pessoas, não esqueçam que quem dirije os automóveis são pessoas como os ciclistas. A falta de parcimônia do motorista se aplica tanto aos motoristas quanto aos ciclistas e motociclistas.

      A bicicletada reivindica o respeito pelas diferenças e pela vida humana.

      A bicicletada reivindica o convívio pacífico e harmonioso no trânsito.

      – A educação no trânsito se aplica a todos os veículos, inclusive a bicicleta. Não é legal tacar sua bicicleta em frente a um onibus quando este está em sua trajetória correta.

      A bicicletada reivindica o resgate da mobilidade inteligente, rápida e democrática.

      A bicicletada reivindica um planejamento urbano que priorize a mobilidade – e não o carro.

      – Fato. O planejamento urbano deveria ser revisto visando o transporte alternativo.

      A bicicletada reivindica, enfim, uma cidade mais humana.

      – A exemplo de algumas cidades asiáticas, a bicicleta pode gerar o caos, assim como os automóveis.

      Bakunismos e utopias a parte, lembrem:
      – A bicicleta é um meio de transporte saudável mas não vai salvar o mundo.
      – Se a indústria automobilistica quebrar, todas as outras quebram tambem.
      – O único e real problema é a falta de educação.

      • Gunnar 09:01 on 2 Setembro, 2009 Permalink | Inicie a sessão para responder

        “O espaço continua pertencendo as pessoas, não esqueçam que quem dirije os automóveis são pessoas como os ciclistas.”

        Não se iluda. Apenas 30% das pessoas possuem um automóvel, então mesmo que essa afirmação fizesse sentido, o espaço que antes era democraticamente distribuido agora está destinado àqueles que possuem um automóvel. 70% do espaço urbano para 30% das pessoas.

        Mas eu vou além. Quem dirige um carro é uma pessoa. Mas ela não VIVE o espaço pelo qual transita. A rua é um lugar morto. Um local de passagem. Onde antes de convivia, se jogava bola, se dava bom dia aos concidadãos – e isso tudo sem deixar de se locomover, também – hoje temos tapetões de asfalto, com 5 pistas ultra-rápidas, proibitivas para pedestres, ciclistas. Nem mesmo os motoristas de fato aproveitam esse espaço (que não é pouco). Apenas passam por lá, para ir do ponto A ao ponto B. O que tem no meio, um vale inóspito e perigoso chamado trânsito, que os motoristas procuram atravessar o mais rápido possível isolados dentro de suas bolhas.

        “O único e real problema é a falta de educação.”

        Falta de educação? Não. O principal problema é o automóvel. O motorista mais educado do mundo ainda estará ocupando um espaço desproporcional na rua, atrapalhando o trânsito (ou você acha que se todos fossem 100% educados, não teríamos engarrafamentos?), poluição, e com um potencial assassino do tamanho de duas toneladas de metal. Eu sou a prova. O cara que me atropelou era ótima pessoa. Um pouco de distração + insufilme fizeram com que cometesse um erro, que resultou em alguns ossos quebrados pra mim. Ele parou, ele assumiu a culpa, ele se desesperou. Era uma pessoa de bem. Mas estava armada, e, com uma arma desse tamanho, uma distração banal pode terminar em muito sangue.

        “A bicicleta é um meio de transporte saudável mas não vai salvar o mundo.”

        Ninguém está dizendo que vai salvar. Não estamos propondo a bicicleta como solução mundial. Mas para mim, pessoalmente, ela é uma solução, individual. Tudo que quero é que, na rua, não me matem por eu ter feito essa opção.

        “Se a indústria automobilistica quebrar, todas as outras quebram tambem.”

        Foi o mesmo argumento que sustentou o escravismo até o fim. Quem quer que falasse contra o escravismo negro, há alguns séculos atrás, não passava por libertário ou sonhador, e sim por analfabeto em economia mesmo, afinal, a economia das colônias e junto com elas a européia, tudo ruiria sem os escravos. Só paramos de escravizar negros quando se tornou economicamente inviável – era mais barato e produtivo contratar imigrantes.

        A história devia nos ensinar a não repetir os mesmos erros…

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