Motorista que atropelou grupo de ciclistas em Porto Alegre vai a júri popular

Por decisão da Justiça gaúcha, o motorista que avançou sobre um grupo de ciclistas em Porto Alegre, em fevereiro de 2011, será levado a júri popular. O bancário Ricardo Neis, 47 anos, será julgado pela acusação de 17 tentativas de homicídios qualificados. A defesa ainda pode recorrer da decisão.

Na sentença, a juíza Carla De Cesaro, da 1ª Vara do Júri, destacou que a tese da defesa deve ser analisada e levada em consideração pelo Tribunal do Júri. Os advogados sustentam que a atitude agressiva dos ciclistas — que bloquearam o automóvel de Neis, e teriam impedido a passagem, com ameaças — levou o motorista ao desespero.
“Eles me agrediram. Tive que fazer isso”, justificou o condutor, à época do ocorrido. Neis alega que só acelerou o veículo sobre os ciclistas com o intuito de deixar o local.
A juíza também ressaltou que não é possível precisar se a conduta de Neis teve ou não a intenção de matar. “Neste momento processual, não se faz irrefutável a ausência de intenção de matar“, disse, na sentença.
Em relação aos elementos qualificadores do crime, a juíza acolheu a tese do Ministério Público de que a ação do motorista dificultou a defesa das vítimas — já que estavam de costas para o acusado no momento do atropelamento.
No entanto, a magistrada rechaçou os elementos de motivo fútil e de que a ação resultara perigo comum.
Manifestação pelo uso da bicicleta
O atropelamento ocorreu no dia 25 de fevereiro de 2011, no bairro Cidade Baixa, em Porto Alegre. O grupo Massa Crítica havia realizado um passeio pelas ruas da capital gaúcha em favor do uso de bicicletas no trânsito urbano. Mais de cem pessoas participavam da manifestação.
Dirigindo um Golf preto, na companhia de seu filho, Neis avançou sobre os ciclistas. A maioria saiu ilesa do atropelamento, mas algumas tiveram que ser levadas ao hospital.
Alguns dias depois a Justiça determinou a prisão preventiva de Neis, que havia fugido do local sem prestar socorro às vítimas. Posteriormente, outra decisão judicial determinou que o réu fosse removido do presídio, no qual ficou cerca de um mês.
Durante a tramitação do processo, foram ouvidas 15 testemunhas de acusação, além das 17 vítimas e outras cinco testemunhas de defesa.

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