Oil Man e a intolerância Curitibana

O Oil Man — aposentado temporariamente de sua característica atividade esportiva devido às ameaças que sofre na rua — saiu na Carta Capital em um texto sobre o crescente fenômeno da intolerância que se passa no nosso país. Leia aqui.

O fato é que nada justifica ameaças a um homem do bem. Que, aliás, cumpre, no mínimo, o importante papel de divulgar o uso sistemático de um meio de transporte que deveria merecer mais atenção dos grandes centros urbanos – sobretudo Curitiba, a cidade que gosta de ser chamada mundo afora de “capital ecológica” e “de Primeiro Mundo”, ainda que o município não seja muito diferente de outro qualquer do seu tamanho, a não ser  pela existência de alguns aparatos urbanos que funcionam de verdade. (..)

[A intolerância] atinge gente de bem. Gente comum. Ou quase, como eu e você. Gente que não se distingue de ninguém pela cor da pele, pela raça, pela religião ou qualquer outra coisa que inspira nazistas, fascistas e outros gêneros de anormais, mas somente – como no caso em análise – pela sua opção de vida. Problema gravíssimo porque significa, em bom português, que ninguém está livre desta gentalha. Basta desagradar suas convicções – se é que têm alguma – para entrar na sua alça de mira.

Oil Man está longe de ser o único alvo desta gangue. Da mesma estirpe são os que ateiam fogo em mendigos nas ruas. Os que agridem cidadãos supostamente homossexuais. Os que matam torcedores de futebol dos times adversários. Os que humilharam a agora celebridade midiática Geisy Arruda nos corredores da Uniban. E até, pasmem, os que acham errado mulheres exporem seus seios para amamentar os próprios filhos em praça pública. (..)

Fonte: Carta Capital

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