Meia Maratona de Curitiba e Pertencimento

GUIA FÔLEGO – ESPECIAL MEIA-MARATONA DE CURITIBA

EDITORIAL

Donos da cidade

Publicado em 07/07/2011

Em uma das minhas primeiras reportagens para a Gazeta do Povo, há três anos, uma historiadora me disse que a pessoa só é cidadã quando se apropria dos espaços públicos da cidade e reconhece que ruas, praças e avenidas também lhe pertencem.

Aquilo ficou muito tempo latejando na minha cabeça. Só entendi o que ela dizia quando comecei a correr: me seduz a idéia de me tornar dona da cidade, assim como tantas outras pessoas vinham fazendo, invadindo o asfalto a pé, um espaço que vinha sendo, por supremacia dos carros. Dias de competições de corrida de rua são oportunidades singulares de ver a cidade sob outro ponto de vista, com tempo de apreciar o que está a frente, à direita e à esquerda.

A 1.ª Meia-Maratona de Curitiba, neste domingo (10/7), oferece exatamente isso: a chance de 3,5 mil atletas, durante 21 quilômetros, serem donos absolutos da cidade. E vale para todos, desde o que vai ver Curitiba também do topo do pódio, até o último a cruzar a linha de chegada, também vitorioso, por vencer seu próprio limite.

Os corredores vão passar por cartões-postais, como o Museu Oscar Niemeyer e os painéis de Poty Lazaroto; por locais históricos, como a Praça 19 de Dezembro, pelo Poder Executivo do estado; por praças esportivas, como os estádios de Atlético, Paraná e Coritiba. E terão 21 km bem característicos das corridas curitibanas: largadas sob baixas temperaturas e trajetos longe de serem fáceis, mas também longe de serem impossíveis.

Este Especial Fôlego Meia-Maratona antecipa os detalhes da Meia-Maratona de Curitiba. Aproveite cada página. E cada quilômetro.

Adriana Brum

Pra gente pertencer a gente tem que ser um pouco dono da própria cidade, ter a possibilidade de dela desfrutar e de torná-la um lugar melhor para viver. Ser dono é também pertencer.

A sensação de quem usa a bicicleta para se locomover na cidade é bem parecida com essa descrição acima. Só que quem usa a bicicleta vê bem mais do que somente os pontos indicados, e se conecta muito mais profundamente com a sua cidade do que quem só anda de carro e tem medo de tudo e de todos.

Os bairros e o centro bem que podiam contar com seus dias de ciclovia recreativa regularmente, para que as comunidades se apossassem de sua cidade.

Lá vai a massa crítica de corredores de rua. Mais sobre a Meia Maratona na Gazeta.

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