Imprensa

 Matéria do Jornal do Estado (6/7/2011, p. 9, pdf) republicada no Meu Transporte:

Ciclistas exigem ciclofaixas incluídas nos projetos de Curitiba

Prefeitura não incentiva os meios alternativos de deslocamento e ignora as bicicletas nas ruas
  05/07/11 às 20:14  |  Amanda Kasecker

quarta-feira, 6 de julho de 2011

“O ciclista tem que começar a ser encarado como agente do trânsito. Não existe essa história que Curitiba é modelo no incentivo do uso da bicicleta. Nossa cidade não pode ser classificada como amiga da bicicleta”. O desabafo é do presidente da Associação de Ciclistas do Alto Iguaçu e membro da Bicicletada Curitiba, Jorge Brand.Atualmente, o maior exemplo da falta de preocupação com os usuários de bicicleta em Curitiba é a não inclusão da ciclofaixa em projetos de reformas ou obras em Curitiba. Foi assim com a reforma da Marechal Deodoro, feita anos atrás, afirma o ciclista. Para evitar que o mesmo aconteça, o foco está voltado para a revitalização na Cândido de Abreu, anunciada pela Prefeitura de Curitiba para iniciar no 2º semestre deste ano. Segundo Brand, estão previstas oito faixas para trânsito de motorizados e nenhuma para as bicicletas.O problema já foi apontado pelos vereadores da Comissão de Urbanismo e Obras Públicas da Câmara Municipal, que ao conhecerem os detalhes do projeto apontaram essa falha. “Todo o projeto é muito bom, com uma ressalva: não estão previstas ciclovias”, disse o presidente da Comissão, o vereador Jonny Stica (PT), que fez a recomendação para que os técnicos do Ippuc (Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba) repensassem na sugestão.
Até agora, segundo o vereador, não houve um retorno da Prefeitura quanto à inclusão das ciclofaixas no projeto. Da mesma forma, aguardam os ciclistas. Brand conta que essa discussão já foi levantada com os técnicos do Ippuc. Foi prometido que até o final de junho seria marcada uma audiência com o prefeito Luciano Ducci, mas até agora, nada foi oficializado. “Estamos aguardando. Esperamos que ele nos receba no início deste mês”, fala o ciclista.O presidente da Associação de Ciclistas do Alto Iguaçu comenta que a proposta deles é que uma das faixas destinadas a automóveis seja transformada em duas vias de ciclofaixas. Além disso, os ciclistas pretendem falar sobre a questão da divulgação do Código de Trânsito, que assegura a preferência a bicicleta, por exemplo, e medidas de segurança. A implantação de bicicletários também deve entrar na pauta.
“A bicicleta é um meio de transporte que está em constante crescimento em Curitiba. O que precisamos é que o poder público acompanhe esse crescimento e faça um investimento contínuo nesse aspecto”, reforça Brand.

Enquanto as ciclofaixas não são implantadas, os ciclistas se arriscam no trânsito de Curitiba (foto: Valquir Aureliano)

Ciclovias existentes não são funcionais

  05/07/11 às 20:20

A cobrança pública em torno da falta de atenção para as bicicletas em Curitiba vem crescendo a cada ano. Curitiba tem cem quilômetros de ciclovias, uma das maiores malhas do País — o que não significa que elas estejam em boas condições ou que atendam à demanda. Uma das principais reclamações é a ausência de ligação entre elas, além do que, fazem apenas a ligação entre parques da Capital.
Ou seja, foram implantadas como uma meio de lazer e não de locomoção para quem trabalha ou estuda. Mas isso sem falar no estado de conservação de alguns pontos, onde existem buracos ou falta de iluminação, já que não foram feitas para o usuário se locomover.
Na última semana, o vereador Paulo Salamuni (PV) apresentou pedido de informação para saber como está a situação do plano diretor cicloviário do Ippuc para responder ao interesse manifestado por adeptos ao uso de bicicletas no transporte diário. Afinal, a Prefeitura de Curitiba tem previsto no orçamento de 2011, R$ 2,09 milhões para a implantação de novas ciclovias na cidade.
O que pode não significar muita coisa, já que no ano passado o orçamento também previa R$ 2,2 milhões para implantar ciclovias, mas até dezembro o portal da transparência da Capital confirmava apenas R$ 26 mil utilizados para construir novos espaços para as bicicletas nas vias urbanas. (AK)

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