Planejamento urbano de Curitiba

 

, via Wikimedia Commons”]

By Luan Lenon, cropped and retouched by Morio

Há algumas semanas, enquanto acompanhava um jornalista brasileiro radicado em Londres, durante uma visita a campo para uma matéria sobre projetos de conservação de florestas e biodiversidade, fui indagado por ele sobre a idade de Curitiba e sobre o planejamento da cidade. Como urbanista entusiasta, comentei sobre as antigas iniciativas de planejamento urbano, os planos Agache e  Wilheim, embora não recordasse desses nomes no momento, e os mundialmente conhecidos biarticulados e as estações tubos.

Hoje, vendo o Caderno G da Gazeta do Povo, deparei-me com um interessante texto (Os desenhos de Curitiba) sobre a história do planejamento urbano da cidade e perspectivas para resolver os atuais e futuros problemas. Destaco um trecho do segundo texto (Um plano para a cidade) que demonstra bem a realidade que pedestres e ciclistas vivem:

Os pedestres também foram perdendo cada vez mais espaço na Curitiba de hoje, a medida em que os carros abarrotam as ruas, empurrados por medidas de liberação de fluxo de tráfego, com a criação de dezenas de binários (ruas paralelas, com sentidos opostos) na cidade. O projeto do plano cicloviário é outro que já começa a amarelar a despeito da necessidade da cidade se reinventar. Curitiba já começa a mostrar dificuldades de se antecipar aos problemas. Pelo contrário, corre atrás do prejuízo. Hora de mudar de plano?

Enquanto isso, a batalha diária continua. Será que uma cidade mais humana é um sonho impossível?

Flávio Krüger

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