Terrorismo Poético

  • você tá vivo? ou tá embrulhado num plástico bolha? até pode ser papel manteiga, sem problemas!
– eu sei, o corpo entra num habitué diario, eu sou artista, bancario, policia, empreendedor, escritor, chefe e secretario e me percebo no habitué danado.
(um barranco começa a desmoronar, voam guardas e chuvas, clima de catastrofe)
—————-pausa para propaganda dos nossos patrocinadores————————
……aceito encomendas………..compre compre compre………….o melhor para voce
——————voltamos com a programação normal——————————————
– dia 11 de setembro?
– ouvi falar, mas é dia igual todos dias.
– será?
(um bezerro começa a mamar na teta do habitué danado)
–  (silencio)
– tente, arrisque, dar uma fruta (fazer ioga no parque, abraçar desconhecidos, olhar com amor, dançar sem musica, bicicletiar cantando….) e vai sentir seu corpo vivo
(cai a luz,  não porque é fim de cena, mas porque não pagaram a conta)
11 de setembro, terrorismo poético
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