Cidade x automóvel x qualidade de vida

A propósito do lançamento do livro “O Automóvel, o Planejamento Urbano e a Crise das Cidades”*, do jornalista Raimundo Caruso, que nas décadas de 60 e 70 morou em Curitiba, tem vários livros publicados, desde poesia (foi amigo do Paulo Leminski) e aqui trabalhou no Diário do Paraná, vale ler o texto que segue:

O Brasil tem hoje mais de 61 milhões de automóveis. Em 2009, passou de oitavo lugar (2007) para a quinta posição na lista dos países com maior número de veículos no mundo, atrás somente dos Estados Unidos, Japão, China e Alemanha. Proporcionalmente, Curitiba é a cidade com maior número de carros por habitantes no Brasil (1,2 milhão de automóveis para quase dois milhões de pessoas). Na cidade de São Paulo, até junho deste ano, o número de veículos chegou à marca de quase 6,7 milhões.
As grandes cidades param em horas de pico e os prejuízos passam de R$ 35 bilhões, por ano, no que diz respeito ao consumo extra de combustíveis, acidentes, estresse e doenças, físicas e psicológicas, provocadas pelo trânsito caótico de metrópoles e cidades de grande porte.
Para agravar o problema, o trânsito brasileiro é um dos mais violentos do mundo, fazendo até seis vezes mais vítimas do que as frotas de carro da maioria dos países europeus. De acordo com o Denatran, o Brasil atingiu em 2008, a marca de 57 mil mortes por acidentes – o que equivale a 156 mortes por dia ou seis a cada hora.
Um ano antes, em 2007, as mortes chegaram a 66.836, ou 183 por dia e 7,6 por hora. Instalado o problema é preciso encontrar soluções, medidas potentes e não paliativas para tornar a relação cidade x automóvel x qualidade de vida possível e harmoniosa.

Ler a notícia completa no Blog do Zé Beto.

Querem melhorar a qualidade de vida das cidades? Melhorem a infraestrutura cicloviária!

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