O custo do progresso

Cada vez mais o preço do desenvolvimento a todo custo, num país que deseja avidamente buscar um lugar entre as grandes potências mundiais, continua subindo e sendo pago pela população. Usinas hidrelétricas como Belo Monte, na bacia do rio Xingu/PA, Mauá, na bacia do rio Tibagi/PR e Barra Grande, bacia do rio Pelotas, divisa de SC e RS são exemplos das prioridades governamentais.

Foto: Márcio Repenning

Novas marginais, binários e anéis viários continuam sendo motivos de degradação ambiental, poluição e doenças. E nada sinaliza para a mudança dessa mentalidade nos políticos atuais. A última e antiga discussão agora é em torno da ponte de ligação entre Matinhos e Guaratuba, sobre a Baía de Guaratuba.

projeto de Valmir Caviquiolo

Jeferson Schuhli escreve um interessante texto, intitulado A Travessia, no Correio do Litoral sobre as implicações que tal obra traria para as comunidades locais. Destaco alguns trechos e recomendo a leitura.

A possibilidade de substituir esta calmaria por uma ponte cheia de automóveis e caminhões com muita pressa em atravessar brutalmente estas simpáticas cidades, fazendo uma ligação nervosa que transformarão definitivamente Matinhos e Guaratuba num grande corredor de escoamento de cargas até Itapoá.

Balsa x ponte, custo x benefício de tal empreendimento, tempo x dinheiro, pressa x acidentes…Estou cansado do discurso desenvolvimentista, da pressa em não chegar a lugar nenhum.

Flávio Krüger

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