Ciclistas protestam . . .

Ciclistas protestam contra falta de mecanismos para mobilidade na capital Movimento Bicicletada de Curitiba conseguiu agendar uma reunião na próxima terça-feira com o secretário de Governo, Rui Hara. Ciclistas querem a presença do prefeito Beto Richa e do procurador jurídico do município 29/10/2009 | 18:17 | Adriano Kotsan

Um grupo de ciclistas fez um protesto na tarde desta quinta-feira (29) em frente ao prédio da prefeitura de Curitiba, no Centro Cívico, contra a aplicação de uma multa a três ciclistas que pintaram uma ciclofaixa em 2007, na Avenida Augusto Stresser, no bairro Alto da Glória. O protesto desta quinta-feira também é contra a falta de projetos da prefeitura para a mobilidade urbana, segundo Jorge Brand, participante da Bicicletada de Curitiba. Os ciclistas chegaram às 15 horas em frente à prefeitura e ficaram em cima da calçada, fazendo alguns malabarismos e chamando atenção das pessoas que passavam pelo local para o movimento. O trânsito não foi afetado. De acordo com os ciclistas, mais de 40 pessoas compareceram à manifestação. A prefeitura afirma que o número não chegou a 20.

Brand, também conhecido como Goura Nataraj, seu nome indiano segundo o próprio explicou, afirmou que a reunião desta quinta-feira não foi um protesto. “Estamos fazendo uma festa, uma celebração em favor da bicicleta, da mobilidade limpa. Mas tem um tom de tristeza por essa ação da prefeitura, de multar os ciclistas que pintaram a primeira ciclofaixa da cidade e pela total omissão da prefeitura para criar mecanismos para mobilidade”, disparou Brand.

O ciclista afirmou que Curitiba não tem nenhum lugar para guardar as bicicletas. “Nenhum órgão público tem um aparato para o ciclista estacionar a bicicleta. A prefeitura trata o assunto apenas como marketing. Tivemos uma reunião como o presidente do Ippuc (Instituto de Pesquisa Planejamento Urbano de Curitiba) e os projetos que mostraram eram os mesmos de dois anos atrás. Em três anos a prefeitura não desenvolveu nada de novo. Na Linha Verde a ciclovia é muito mal feita”, disse. A manifestação desta quinta não tinha horário para acabar. Por volta das 17h15 havia um grupo de 40 ciclistas no local. “Não sei a hora que vai acabar, estamos seguindo o fluxo”, definiu. Reunião Nesta quinta-feira o secretário de Governo, Rui Hara, conversou com alguns ciclistas e foi marcada uma reunião para terça-feira (3), às 15h30, na prefeitura. O movimento Bicicletada também solicitou a presença do prefeito Beto Richa (PSDB) e do procurador jurídico do município, Ivan Bonilha, na reunião. “Nosso advogado vai estar presente e queremos discutir com o procurador Bonilha sobre a multa. O nosso ato não foi uma pichação, foi um ato político”, disse Jorge Brand. O ciclista afirmou que o movimento quer a retirada da multa e que a ciclofaixa, pintada na extensão de uma quadra da Avenida Augusto Stresser, seja oficializada.

De acordo com a assessoria de imprensa da prefeitura, a Procuradoria-Geral do Município (PGM) encara a pintura da ciclofaixa em 2007 como um ato de vandalismo. De acordo com a prefeitura, apenas com pichação são gastos cerca de R$ 1 milhão por ano. Com esse valor seria possível construir uma escola para 800 alunos, segundo o município.

Multa Em 2007, um grupo de 50 pessoas participou da pintura da ciclofaixa em um dos lados da Avenida Augusto Stresser, na altura do número 200, no bairro Alto da Glória. A pintura foi em uma quadra inteira. A manifestação foi por causa do Dia Mundial Sem Carro, mas somente três ciclistas foram autuados, Jorge Brand, Fernando Rosenbaum e Juan Parada respondem a um processo administrativo e precisam pagar uma multa de R$ 750 cada um. Dois recursos já foram indeferidos pela Procuradoria-Geral do Município (PGM).

Gazeta do Povo – http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/vidaecidadania/conteudo.phtml?tl=1&id=939097&tit=Ciclistas-protestam-contra-falta-de-mecanismos-para-mobilidade-na-capital

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