Propostas para outras cidades possíveis

Tendo em vista a proximidade da X Conferência das Cidades, seguem dois exemplos de cidades que estão modificando seus conceitos de sustentabilidade urbana e influenciando o mundo com suas decisões políticas sobre a questão da mobilidade.

O primeiro exemplo é uma comunidade alemã que decidiu ter uma vida sem automóveis e virou referência:

http://www.paratyviva.com.br/ultimas/comunidade-alema-decide-ter-uma-vida-sem-automoveis-e-vira-referencia.html

Os moradores desta comunidade afluente são pioneiros suburbanos. Eles superaram a maioria das mães que levam os filhos para jogar futebol ou executivos que fazem todos os dias o trajeto dos subúrbios até o centro da cidade: essas pessoas abriram mão dos seus carros. Estacionamentos de rua, driveways (pequena estrada que vai geralmente da entrada da garagem até a rua) e garagens são, em geral, proibidas neste novo distrito experimental na periferia de Freiburg, perto da fronteira com a Suíça. Nas ruas de Vauban os carros estão totalmente ausentes – com exceção da rua principal, por onde passa o bonde para o centro de Freiburg, e de umas poucas ruas na zona limítrofe da comunidade.

A propriedade de automóveis é permitida, mas só há dois locais para estacionamento – grandes garagens localizadas no limite da comunidade, onde os proprietários compram uma vaga, por US$ 40 mil, juntamente com uma casa. Como resultado, 70% das famílias de Vauban não têm automóveis, e 57% venderam o carro para se mudarem para cá. “Quando eu tinha carro, estava sempre tensa. Desta forma sou muito mais feliz”, afirma Heidrun Walter, profissional de mídia e mãe de dois filhos, enquanto caminha pelas ruas cercadas de verde, onde o ruído das bicicletas e a conversa das crianças que passeiam abafam o barulho ocasional de um motor distante. Vauban, que foi concluída em 2006, é um exemplo de uma tendência crescente na Europa, nos Estados Unidos e em outros locais. Trata-se da separação entre a vida suburbana e a utilização de automóveis, como parte integrante de um movimento chamado de “planejamento inteligente”.

O segundo exemplo vem de nada mais nada menos que… New York!

http://www.streetfilms.org/archives/transformando-las-calles-de-nueva-york-una-conversacion-con-janette-sadik-khan/

Já dizia o sábio: “O exemplo não é o melhor caminho para a educação; o exemplo é a educação!”

Eduquemo-nos, pois! 🙂

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