Ativismo, utopia e afins

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A Bicicletada, como um movimento horizontal e livre, permite que toda pessoa interessada possa participar, unindo-a exclusivamente pelo fator comum bicicleta (embora outros veículos não-motorizados sejam bem vindos). Na prática, não vemos tanta diversidade em nossas massas críticas mas sim indivíduos de algumas minorias pedalando ao nosso lado, sejam vegetarianos, anarquistas, universitários, artistas, entre outros grupos representados nos encontros mensais. E todos juntos acabamos por formar uma nova minoria, a dos ciclistas urbanos, que passam desapercebidos no dia a dia da cidade grande, distraída com seus muitos problemas. Justamente nesses pequenos (ou nem tão pequenos) grupos que encontramos os melhores exemplos de ativismo moderno. Pessoas que ousam pensar diferente da razão comum, vivendo mudanças e oferecendo novos paradigmas. Essa característica, intrínseca aos ativistas, que os tornam em número muito menor que a grande maioria comum, por assim dizer. E por isso que suas visões são pintadas como utópicas em sua maioria das vezes, já que são modos “absurdamente otimistas de ver as coisas do jeito que gostariam que elas fossem.” Essas idéias, que soavam utópicas há alguns anos, começam a ser debatidas pelo governo e sociedade civil. Vivemos uma época de mudanças, “de buscar soluções conjuntas para problemas comuns, de repensar a forma de viver em sociedade.” Deixamos de ser rebeldes incompreendidos para nos tornarmos mensageiros do futuro.

Flávio Krüger


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