Ricos usam mais bicicleta

Selecionei uns trechos de um e-mail lido nos fóruns por aí:

estudo feito na Alemanha mostrou que Berlim [tem] mais de duas vezes o tamanho da frota de automóveis de Bangkok. Berlim também tem duas vezes menos a população da cidade asiática, hoje com 6,5 milhões de hab. No entanto, os orientais usam quase três vezes mais o automóvel do que os berlinenses. Os alemães da capital fazem uso intenso da bicicleta para seus deslocamentos, atingindo pouco mais de 18% nos seus deslocamentos diários com este modal. E veja que estou falando da Alemanha e não da Holanda, Dinamarca e mesmo da Suíça, cujos números são muito maiores.

Qual conclusão tirar dos dados? O que dizer […]? Simples, os berlinenses são muito mais ricos do que os tailandeses sim. Mas também que quem gosta da motorização e a usa de forma exacerbada são os pobres, acomodando suas bundas gordas nos bancos dos automóveis, mesmo que para isto tenham de ficar engarrafados, se irritarem uns com os outros, se xingarem, e por vezes se matarem. Como já disse a grande jornalista Jane Jacobs, depois laureada como urbanista tal a sua importância na história do urbanismo mundial “a bicicleta aproxima as pessoas, o automóvel afasta.”

O paradigma social hoje está em transformação:  as pessoas mais interessantes andam de bicicleta e não de carro.  A elite transformadora anda de bicicleta. A classe média não vai mais aparentar  status pelo uso indiscriminado do carro, mas pelo uso inteligente de todas as modalidades de deslocamento, demonstrando a sua boa educação em consumir menos, poluir menos, produzir menos barulho, ocupar por menos tempo o espaço  nas ruas e incomodar menos aos outros , provocar menos doenças e tornar-se mais saudável e menos estressado, só pela redução do uso das grandes latas.

A gente só espera que a elite dominante não continue a sufocar esse movimento.  E que um ou outro que se queixa dessa tendência, especialmente jornalista, abra o olhos para ver como está atrasado no tempo. Já virou dinossauro e não sabe.

Anúncios