Muita fumaça em Maringá também!

Propostas e desafios para melhorar o trânsito em Maringá

Existem vários projetos para melhorar o trânsito da cidade, mas até agora poucos saíram do papel

13/06/2009 | 10:05 | Marcos Paulo de Maria
De acordo com o professor de Engenharia Civil da Universidade Estadual de Maringá (UEM), Hélio Arita, os transtornos no trânsito maringaense é uma decorrência normal de uma cidade em crescimento. Ele avalia que, como nas grandes metrópoles, em Maringá não há políticas públicas para o trânsito e existe a falta de conscientização da população frente à necessidade de se usar meios alternativos de transporte.

Para o professor, as poucas medidas tomadas pelo poder público para melhoria do trânsito só beneficiam veículos automotores em detrimento de pedestres, ciclistas e usuários do transporte público. “Tudo é feito em benefício do automóvel. Trajetos são mudados, áreas de estacionamento são retiradas para melhorar o fluxo, contornos são criados, mas nada é feito para incentivar o uso do transporte alternativo, como a bicicleta e o uso do transporte público”, lembra.

Arita cita a topografia da Cidade Canção como ideal para circulação de bicicletas e enfatiza o uso das pernas para a locomoção de distâncias curtas. Ele ressalta também a falta de conscientização dos moradores em relação ao trânsito. “As ruas são planas e facilita o uso de bicicletas. O maringaense pega o carro para percorrer três quarteirões quando poderia fazer o trajeto a pé. A população reclama do trânsito, mas também não faz nada para melhorá-lo”, afirma.

A Prefeitura de Maringá mantém vários projetos para tentar resolver os transtornos nas vias de Maringá. Dentre eles estão a faixa exclusiva para os ônibus, construção dos binários (vias rápidas), o Contorno Norte e o Contorno da UEM, mas poucos saíram do papel até agora. Apenas o Contorno Norte está em fase inicial de construção. A obra vai desviar o tráfego pesado de veículos da BR-376, que corta a cidade, pela movimentada Avenida Colombo. A pista vai ter 17,2 quilômetros e deve custar R$ 143 milhões.

Enquanto os projetos não ficam prontos, a Secretaria de Transportes (Setran) está adotando medidas pontuais para tentar amenizar os congestionamentos. “Muitas vias estão tendo o sentido mudado para ajudar no fluxo, algumas avenidas estão com estacionamentos permitidos apenas em horários restritos e o próximo passo será a reestruturação de 60 semáforos para criar a sincronização”, explica o secretário de transportes, Walter Guerlles.

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