Aluguel de Bicicletas

Ultimamente virou moda o sistema de aluguel de bicicletas que ficou famoso em Paris – Vélib. Ele foi replicado em algumas cidades como Smartbike Washington D.C., bicing BarcelonaVelodi Dijon entre outros.

Entretanto aconteceram alguns casos mal sucedidos. O mais conhecido é Bruxelas. Aparentemente, os principais motivos do fracasso são a implantação do sistema sem se preocupar com a realidade local e a falta de investimentos paralelos que incentivem essa prática.

Caso Curitiba embarque nessa onda, aqui vão algumas dicas para evitar o desperdício do dinheiro público.

  • Localização adequada

As estações precisam ser cuidadosamente planejadas. As pessoas precisam retirar e devolver as bicicletas em locais que estejam muito próximos aos prováveis destinos finais e próximos também a pontos e terminais de ônibus. Não adianta nada se o usuário tiver que deixar a bicicleta numa estação e caminhar várias quadras até o destino. Alguns anos atrás, foram instalados seis bicicletários que nunca foram utilizados apesar de já terem sido feitas algumas licitações. Um exemplo claro de mau planejamento. Será que a empresa encarregada está mais preparada dessa vez?

Obstáculos

Obstáculos

  • Rotas seguras

Curitiba possui uma infra-estrutura precária de ciclovias que possuem fluxo intenso de pedestres além de inúmeros obstáculos como postes, lixeiras e orelhões.  Não há tratamento nos cruzamentos e a sinalização cicloviária também deixa muito a desejar. Atualmente muitas pessoas já possuem bicicleta e não pedalam. Disponibilizar bicicletas públicas sem investimentos paralelos é um tiro no pé.

  • Preço acessível

Quanto você estaria disposto a pagar para se deslocar dois quilômetros? Muitas pessoas percorrem essa distância a pé, sem complicação e de graça. Os ônibus podem percorrer muito mais que isso por menos de dois reais.

O sistema só compensa se for vantajoso e tiver  um preço atraente em relação a outras formas de deslocamento. Como por exemplo, em rotas que não são cobertas pelos ônibus. A maioria dos sistemas implantados pelo mundo tem um período inicial gratuito. Em Paris por exemplo, você pode rodar meia hora sem pagar nada. Em São Paulo onde começou a ser utilizado algo parecido recentemente, o alto custo é apontado com um dos grandes empecilhos.

  • Modelo da bicicleta
Bicicleta com cesta e pára-lamas

Bicicleta com cesta e pára-lamas

Além da manutenção constante e da preocupação com o tamanho adequado; bagageiros, cestas, pára-lamas, protetores de corrente e campainhas são itens indispensáveis para que o usuário possa pedalar com conforto (infelizmente muitos desses itens não são facilmente encontrados em modelos brasileiros).

Também é preciso avaliar se as estações estarão em zonas com ladeiras para disponibilizar bicicletas com marchas que permitam vencê-las sem muito esforço.


Mesmo preenchendo todos os requistos acima, é preciso ainda avaliar demais alternativas. Talvez fosse mais viável e fácil investir na instalação de bicicletários e/ou criar uma integração com o sistema público de transporte que até hoje inexiste em Curitiba.

Você usaria as bicicletas públicas? O que acha das alternativas?

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