calçada, ciclovia ou estacionamento?

Não basta a mentira de que a prefeitura duplicou o número de ciclovias (na verdade calçadas compartilhadas). E nem a avalanche de carros que aumenta a cada dia nas ruas de Curitiba, para a alegria das montadoras e revendedoras de automóveis, que batem recordes acima de recordes no faturamento. Os automóveis e caminhões resolveram também tomar o espaço das calçadas compartilhadas (ou ciclovia, se você for da prefeitura)!

Um dos caminhos que costumo fazer de bicicleta para trabalhar é a ciclovia que segue a rua Aluízio Finzetto, paralela à av. Marechal Floriano, no Prado Velho, entre a PUC e a BR 116 (que um dia será a prometida e demorada linha-verde). Mesmo com a péssima manutenção dada à ciclovia (muito bem mostrado pelo Divo aqui na sua radiografia nua e crua), prefiro pedalar no seu trajeto plano cheio de curvas do que enfrentar a reta cheia de subidas da canaleta do expresso.

O fato é que é raro o dia em que não haja algum carro das concessionárias e revendedoras (que fazem frente com a Marechal e fundos com a ciclovia) estacionado obstruindo ou impedindo a passagem de pedestres e ciclistas.

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As lojas de automóveis usam o estacionamento na parte de trás e, quando este está cheio, usam também a ciclovia como se esta fosse seu quintal.

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Com sorte, não só os carros ocupam a pista, como um caminhão cegonha inteiro, junto com seus filhotes.

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E isto segue com as ciclovias adjacentes a esta, em um desrespeito explícito do artigo 48 e 181 do Código de Trânsito Brasileiro.

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Mais do mesmo, em outra ciclovia:

Até onde o carros ocuparão o lugar das pessoas na cidade? Ou, em outras palavras, até onde deixaremos?

Duplicado do meandros

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