II Desafio Intermodal

Foto do Jornale

Dia 28/05 aconteceu o II Desafio Intermodal de Curitiba organizado pela Bicicletada-Curitiba. Como no primeiro, a bicicleta ganhou no quesito tempo ao atravessar o centro da cidade na hora de rush. Mas desta vez a vitória da bicicleta (ou das bicicletas) foi tão esmagadora que até perdeu um pouco da graça.

Ao sair da ciclofaixa, passar pela Câmara dos Veradores e chegar na prefeitura, o ciclista profissional realizou o percurso rapidamente, com cerca de 17 minutos (o mesmo tempo que a edição anterior). Curioso que, mesmo sendo o mais rápido, a média de velocidade registrada em seu velocímentro foi de 24 km/h, praticamente a mesma que registravam as carroças na época que o trânsito era verdadeiramente melhor.

Logo depois chegou a roda-fixa, com 18 mintuos.

O skate foi o próximo a chegar. Uma novidade descoberta durante o desafio é que este modal na verdade não costa no código de trânsito como possível de trafegar na via. Digamos que o skate correu por fora, literalmente.

Em seguida apareceu o ciclista master (ou velhinho, como ele próprio brincava) e a “ciclista feminina”, em uma Cecizinha com flores na cestinha. Até agora, nenhum modal motorizado.

Depois de algum tempo (mais exatamente 32 minutos depois da largada) aparece o motorista de carro. Logo em seguida o motociclista. Este foi o resultado mais curioso desta edição. Enquanto no ano passado a moto chegou em segundo lugar, logo após a bicicleta, desta vez perdeu até mesmo para o carro. Explica-se: houve um lance de sorte do motorista que encontrou uma vaga para estacionar na câmara dos vereadores bem em frente, economizando muito tempo. A moto precisou rodar mais para estacionar e evitou pegar os “corredores”, ocupando o lugar de um carro, como manda o código de trânsito. Digamos que a moto do ano passado foi mais magrinha e passou pelo trânsito mais facilmente.

Seguiu-se o pedestre, o usuário de ônibus com a bicicleta dobrável e o usuário de ônibus a pé. O usuário de táxi foi o último a chegar com 45 minutos, visto que o táxi demorou para chegar no ponto de partida (6 minutos) (15 minutos, mas antes disso o participante resolveu pegar outro que passou nas redondezas cinco minutos depois do início do desafio) e a corrida precisou ser cobrada.

A cobertura da RPC

Em geral, os modais foram mais velozes que a edição anterior. O trânsito melhorou ou a ânsia por chegar antes cresceu?

Várias equipes de reportagem, o prefeito em exercício, curiosos, cicloativistas, amigos e perdidos acompanhando a chegada e a saída. O importante foi colocar novamente em pauta a possibilidade e a eficiência da bicicleta. E que venha o terceiro desafio. E o desafio cotidiano de se deslocar na cidade de forma segura, limpa e, por que não, veloz.

Duplicado do meandros

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