A controvérsia das canaletas

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Cena comum em Curitiba. Foto roubada do site Ônibus de Curitiba.

Quase todo ciclista de Curitiba já usou ou usa diariamente a canaleta exclusiva para ônibus expressos biarticulados (vulgo “vermelhão”) para fazer seus deslocamentos.

Via de regra, as canaletas têm o asfalto mais liso e o tráfego mais calmo e previsível do que as ruas marginais, e acabam funcionando como uma excelente “via rápida” para atravessar a cidade, sem precisar parar a cada quadra ou fazer trajetos tortuosos.

Mas quem pedala nessas vias sabe que não é tão simples. Cada vez mais ônibus em circulação, presença de viaturas de polícia, carros de bombeiro e ambulâncias apressadas, além dos pedestres distraídos e motoqueiros cortando caminho, tornam a pedalada uma verdadeira aventura de sobrevivência. Há também cada vez mais ciclistas, muitos deles despreparados para o caótico trânsito urbano e sem equipamento de segurança.

Atropelamentos são comuns.

É fato: por lei, a circulação de bicicletas nas canaletas é proibida. MAS, é fato também que, por lei, a circulação de bicicletas deve ser prevista no planejamento urbano. E o ciclista prefere infringir a lei a se expôr aos perigos de dividir a rua com buracos e motoristas insensíveis.

Enquanto isso, atritos entre motoristas de ônibus e ciclistas se tornam cada vez mais inevitáveis e corriqueiros, e a briga continua.

Quem está do outro lado do pára-brisa também reclama.

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Relato do Peters

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