Como sugestão para quem vai a Florianópolis participar da Semana da Bicicleta naquela capital, o convite para chegar em Curitiba no próximo sábado (18) e comparecer na Praça da Espanha às 17 horas, para assistir e participar do “Open Air” do Curitiba Cycle Chic. Mobilidade sustentável com estilo. Quem já está aqui é óbvio que irá sem falta. Tá valendo, galera.
Publicado por: Peters | 11 Abril, 2009
“Open Air”
Publicado em Amigos da Bicicleta, Bem estar, Encontros, notícias

Acho que esta proposta está meio deturpada. Como queremos promover a sustentabilidade e a mobilidade se promovemos a cultura do consumo?
Por mais alternativa que uma moda possa ser, ela ainda é moda. Algo colocado para induzir ao consumo mesmo que de um ramo de mercado diferenciado àqueles que encontramos nos shoppings.
A sustentabilidade já é um caminho difícil, agora se não mudarmos nossas concepções de consumo com abandono de estigmas como a moda, não teremos sustentabilidade.
Por: Vinicius Massuchetto em 12 Abril, 2009
às 11:56 am
Eu acho ótimo a bicicleta estar na moda. Ser uma tendência.
O único problema é que as tendências passam e aí a bicicleta fica fora de moda.
Por: meandros em 12 Abril, 2009
às 6:39 pm
Não me pareceu querer promover a cultura do consumo.
Me pareceu na verdade uma outra forma de promover o uso da bicicleta ligado com a forma de se vestir quando se pedala por aí. Se sou advogado e vou de bicicleta trabalhar, posso pensar em usar uma maneira prática de me vestir. Não dá pra se partir do pressuposto de que todos que andam de bicicleta, querem tb revolucionar tudo-ao-mesmo-tempo-agora nessa sociedade de meu deus.
Acredito nos mais diveros e variados tons do cicloativismo.
Fora que a Tapume é um grupo de pessoas que usa sua criatividade por aqui, cria com materiais recicláveis… enfim, tem suas formas diferentes de encarar isso que se chama moda. Há algo de sustentabilidade aí (por mais que eu tenha cada vez mais duvidado do uso dessa expressão, em especial depois que bancos passaram a fazer inúmeras propagandas baseadas nessas ideias).
Sem conceitos fechados e pré-fabricados, o negócio é ir lá e ver o que rolará.
Por: F. em 12 Abril, 2009
às 7:22 pm
Em São Paulo, tem uma loja, ou rede de, que vende artigos feitos “artesanalmente” em algodão cru, sacos de aniagem, reciclado etc…
só que vende dentro de um shoping e o preço é duas vezes mais caro !
camisetas, só para ter uma idéia, vem com o logo da loja e custam em média duas vezes mais que uma hering branca, também de algodão…
acho que essa moda do alternativo ta virando cada vez mais uma industria, cara e que só traz vantagens pra quem fabrica e vende…
no fim é a mesma porcaria que se ve por ai, apenas tem o rótulo de “diferente”…
minha opinião !
é só ver que os acessórios para bike estão cada vez mais caros…
Por: claudio ribeiro em 13 Abril, 2009
às 12:11 am
Quanta hipocrisia e falso moralismo!
Fiquei bem curioso para saber o que os anti-moda de plantão vestem quando saem de casa. Sou super a favor do nudismo, mas duvido que seja esse o caso dos acólitos anti-consumistas. Se colocou roupa, já está inserido no contexto de moda, mesmo que sua moda seja a “não-estou-nem-aí-olha-meus-trapos-sou-überalternativo”.
Isso pra ficar apenas nas contradições internas…
Em segundo lugar:
Não dá pra misturar as coisas. Bicicleta é bicicleta, e é pra todos. Consumistas, alternativos, hippies, punks, madames, bombados, playboys…
Afinal, quem disse que a bicicletada é de esquerda? Quem disse que a bicicletada é anti-consumo? Quem disse que a bicicleta é contra a burguesia e bla bla bla whiskas sachê marxismo barato? Bicicletada é pró-mobilidade inteligente e só, o resto é cada um com seu cada qual.
Eu gastei muito dinheiro com minha bicicleta, moro no Batel, definitivamente não me considero classe operária e não tenho nenhum problema com isso. Quem curte o bom (?) e velho comunismo que vá pra Cuba.
Por: Gunnar em 13 Abril, 2009
às 9:14 am
@Gunnar,
Esse é o problema da discussão sobre mobilidade. Ela é elitizada por resumir-se a quem pode considerar a bicicleta como um modo de vida, e não ao trabalhador que precisa de mobilidade e estrutura pública muito mais do que nós – os 30% do Brasil que têm acesso à internet, pois o orçamento familiar dele sim, depende disso de uma maneira muito mais drástica.
Essa postura de “pra mim serve” é a mesma que adotamos quando aceitamos pagar universidades, trabalhar em multinacionais, bicicletear em ciclovias imaginárias, etc.
@F.,
O termo sustentável realmente ficou prostituído, e a interpretação por mobilidade sustentável pode ser bem diferenciada. E com certeza, sem conceitos fechados o negócio é ir pra ver o que rola.
Por: Vinicius Massuchetto em 13 Abril, 2009
às 9:54 am
1. Eu lamento muito pelo “trabalhador que tem orçamento apertado”, mas a boa notícia pra ele é que, na sociedade capitalista, o trabalho é recompensado. Então se ele se esforçar (e se assim desejar, claro), pode enriquecer e ampliar o orçamento doméstico por seus próprios méritos, sem esmola do governo. Que tal?
2. O que tem a ver o desfile do Tapume com o orçamento do trabalhador e a falta de infra-estrutura pública?
3. Aliás, você conhece o trabalho do Tapume? Conhece as roupas da Nat? Definitivamente, elite, burguesia ou consumismo são termos que eu NÃO usaria para descrevê-lo. Aliás, muito pelo contrário: é a volta das roupas feitas em casa, artesanalmente, individualmente, é a descentralização do comércio, é o Do It Yourself, é a reaproximação entre quem vende e quem compra. O que pode haver de errado nisso? Não são justamente esses os valores caros à grande maioria dos cicloativistas?
Não me entenda mal, já deixei claro que não defendo o consumismo, o qual eu próprio considero uma perversão obscena do capitalismo. Só não vejo muito sentido nessa partidarização baseada em luta de classes, tão alardeada na teoria, porém sem respaldo na vida real, principalmente na época em que vivemos hoje.
Por: Gunnar em 13 Abril, 2009
às 10:41 am
Eu vejo que o importante é termos uma CULTURA DA BICICLETA. Todo tipo de visibilidade para ´as duas rodas não poluidoras´ é bem vindo. Neste sentido acho bom que haja o BIKE NIGHT (mesmo sendo um evento sem um pingo de politização), o CYCLECHIC (que como o Gunnar falou tem uma idéia alternativa de verdade – faça vc mesmo), as BICICLETADAS, MÚSICA PARA SAIR DA BOLHA, BICICLETAS BRANCAS . . . e o que mais?
Por que não tem gente fazendo VAGA-VIVA toda semana? Pq não tem gente acampando na frente do IPPUC para exigir uma estrutura decente para as Bicicletas? Pq a federação de ciclismo não faz nada para inserir a bicicleta como meio de transporte? Pq os ´cicloativistas´ não fazem ainda mais barulho! Só ficar reclamando e apontando o dedo não resolve nada. A Bicicletada tem sim suas limitações, mas é uma das poucas coisas criativas e contestadoras que estão acontecendo nesta cidade.
Temos que criar mais coisas. Fazer com que a cultura da bicicleta se imponha na dominação não questionada do automóvel.
Por: goura em 13 Abril, 2009
às 12:16 pm
O Evento foi pensado p/ promover e difundir o uso da bicicleta como meio de transporte.
A ideia do desfile de “Moda” ( leia-se Estilo ) assim como do blog é mostrar que todos
podem pedar seguindo seu próprio estilo, não necessariamente “de ciclismo esportivo”,
isso por si só, já quebra limites.
O desfile da Naty (Tapume) só vem p/ contribuir dando mais uma opção de estilo para os ciclistas.
Aliás, um dos principais motivos que o “CCC” fez o convite para Naty participar do desfile, foi que, além dela ser uma designer de moda alternativa super criativa, é o fato de ela ser uma ciclista participativa e atuante nos eventos que promovem o uso bicicleta como meio de transporte, principalmente a Bicicletada de Curitiba.
Sobre a parte de promover a “cultura do consumo”, vejo que todos nós que fazemos parte de um movimento cicloativista estamos envolvidos com ele. Por trás de nossas ações têm sempre um grito “COMPRE UMA BICICLETA !”, mesmo que íntimo.(Espero que todos escutem, principalmente os motoristas!)
O termo “sustentável” prostituído? Calma, não nos julgue tão severamente…Ainda estamos começando, não entramos ainda no assunto “Moda Sustentável” (tenho até um evento p/ divulgar sobre o assunto, hoje), estamos preparando um outro desfile p/ breve só com “Moda Sustentável”, teremos um stand no Bazar Lúdica do Curitiba Cycle Chic vendendo (Olha o consumismo ae de novo!) produtos e roupas nessa linha,etc… Nosso ideal é ir passo a passo, gradualmente, sem esperar milagres,mas compreensão e apoio.
E concordo plenamente com o Goura…Temos que criar mais coisas. Fazer com que a cultura da bicicleta se imponha na dominação não questionada do automóvel.
Cada um escolhendo um caminho para isso…A minha escolha foi o Cycle Chic.
Isso até lembra uma frase de um filme ( Somos Todos Um) que foi muito importante pra mim, e cabe bem aqui:
” Quando o seu propósito e o meu propósito se cruzam, então estamos fora do tempo e trabalhamos juntos de uma forma totalmente diferente, que afeta não só a você ou a mim mas a todos. E isso é muito significativo.”
Obrigado Vinicus, seu comentário foi muito significativo para todos.
Por: Gee X em 13 Abril, 2009
às 2:44 pm
Na fase atual do desenvolvimento humano, qualquer atitude pró-bicicleta é válida.
Quando encontrarmos o “x” da equação “sociedade do automóvel” e tivermos uma sociedade um pouco mais justa, com certeza poderemos pensar em solucionar “y” e “z”, sendo “y” o consumo em si e “z” o próprio sistema consumista que nos oprime. Não esquecendo é claro de x’, sendo a necessidade de ter um governo decidindo por nós.
No momento atual, por mais que a cada dia minha repulsa pelas “modas”, “grupos sociais” e “tribos” aumente, ainda acho que antes de atacar “iniciativas alternativas” e “auto-sustentáveis”(nesse caso, dá-lhe aspas), devemos atacar sem piedade a sociedade do automóvel.
Somos infelizes seres humanos afastados, por interesses maiores e sentimentos menores, da terra e uns dos outros, logo precisamos do ópio chamado “consumo” para nos mantermos felizes até a próxima compra (se a compra for “sustentável”, nossa felicidade dura até um pouquinho mais, hehehe).
Por: Gabba em 13 Abril, 2009
às 4:36 pm
Calma pessoal “anticonsumismo”, vejo que este não é um final, mas um caminho. ALiás, sempre estamos a caminho de algum lugar, em busca de alguma coisa. As iniciativas em busca de produtos de menor impacto ao meio ambiente ainda engatinham, e é comprando que mudaremos o panorama. Sim, isso mesmo, comprando. Afinal, se você está respondendo este blog é porque está em um computador, e não batendo numa caixa de madeira ou mandando sinal de fumaça. Ou você comprou um computador, ou está emprestando um, ou seja lá o que for, você está incentivando o fabrico e venda do mesmo. Isso é a mesma coisa com roupas.
TODOS precisam consumir algo, seja para viver, seja para manter um status, ou para aquecer, ou para pedalar…
Ali em cima falaram que a moda dita “ecológica” custa muito mais caro que a comum. Claro, leia um pouco a respeito que você entenderá porque coisas produzidas em larga escala custam menos que coisas produzidas pela comunidade, artesanalmente. Porque o algodão orgânico custa mais que o algodão que leva pesticidas. Seu manejo é mais custoso, pois está mais vulnerável a pragas, porque emprega mão de obra, e não usa máquinário, etc etc etc.
Aplaudo e recomendo iniciativas como essa do Cycle Chic de Curitiba.
Lembrando que é consumindo que mudaremos o panorama. Não sendo consumistas desenfreados, lógico! Tão logo capitalismo não irá acabar.
É consumindo menos carro e mais bicicletas. É consumindo mais roupas de brechós do que de grifes internacionais ou de marcas que não se preocupam com o social e o ambiental. É consumindo mais vegetais e menos carnes.
As ações de um sujeito podem ter alguns destes aspectos, mas não é porque ele não exercita TODOS eles todos que devemos condená-lo.
Afinal, tudo é um caminho, não estamos no final. Não queremos que esteja o mundo em seu final. Ainda podemos mudar tudo isso com pequenas atitudes cotidianas! Caso contrário, caminhamos rumo a extinção de nossa raça.
Por: Ana Vivian em 13 Abril, 2009
às 6:43 pm
hehe eu ia ficar aqui na miúda só vendo o circo pegar fogo.. mas não resisto e já que meu nome foi citado, por vez tb vou me manifestar! na verdade tava ate me divertindo com td isso, afinal a polêmica gera a curiosidade que gera mais pessoas no dia pra conferir. Mas chego a ficar triste quando vejo que as pessoas que atiram a primeira pedra não são nem os que não cultuam a bicicleta. E sim alguns próprios ciclistas. Às vezes os ativistas demais são até bem mais agressivos.. E tenho notado isso pela repercussão que está dando o evento. Alias, apenas mais um evento que abraça uma causa justa e simples! Sem pretensão alguma!!!
Ninguém responsavel pelo evento pronunciou promover o consumo, inclusive, o fato de aparecer meu nome ai no meio, não tem como objetivo pra mim comercialmente, lucrar com nada disso. Inclusive ainda, aceitei o convite pra participar do evento, como sendo a unica a responsável pela criação das roupas, assumindo a responsabilidade de exemplificar como a moda está presente em todos os lugares, acessivel para todas as pessoas e ainda, como uma forma de arte. (por favor que isso não gere uma nova discussão sobre moda x arte). E com isso, promovo a mistura da minha moda, com a participação de mais 7 artistas plásticos, que terão uma participação especial no desfile, intervindo na imagem dos modelos. è, pra uma moda que se diz tão cultuada ao corpo e a aparencia, espero que assistam o meu questionamento quando estarei escondendo o rosto dos meus modelos. é, contei!
É isso, arte, bicicleta, mobilidade, moda, sustentalibidade.. tudo está ligado, e ao mesmo tempo cada um tem seu papel.. Agora dizer que a moda não condiz com o papel da sustentabilidade? RÁ! sustentabilidade agora virou: “parem de comprar, vamos viver com o que temos”?
finalizando.. acho que o grande papel de um evento desse, nem é levar os ciclistas lá pra participar se querem saber.. esses já vão por conta! mas expandir o circuito social comum aos que os bikers estão acostumados.. já presenciei em algumas bicicletadas pessoas gritando “mais bicicletas, menos burguesia”.. Não concordo com essa colocação, simplesmente pq não somos um bando de hippies sujos, ou punks anarquistas (colocado a grosso modo nos rótulos clássicos). Quero mais é ver uma senhora fina e elegante andar de bicicleta, um cara de terno indo pro trabalho, uma garota de sandalinha e vestido florido, pais levando filhos, garotos bonitos e arrumados, o que nada disso significa que seja um fashionista, ou que contemple roupas caras, mas que as pessoas percebam que a roupa não determina o estilo, a pessoa o faz, e a roupa é meramente seu cartão de visita, que alias, o termo “ser visto” nunca é demais para um ciclista, que precisa ser “percebido” nas ruas.
Sem mais delongas, desculpem, não insistam, mas não estarei vendendo as roupas no final do desfile.
obrigada e até sábado!
Por: Nat em 14 Abril, 2009
às 1:45 am
Pra mim, só o fato da pessoa estar fazendo suas coisas no dia-a-dia de bike já deixa ela estilosa.
Também não sou contra os carros, mas contra a forma como eles são vistos e usados.
Sou muito mais “Cultura da Bicicleta” do que “Cultura do Automóvel”.
Já tinha dito na comunidade do Orkut, mas não custa dizer aqui de novo: se o pessoal quer ser estiloso em duas rodas, se quer combinar isso com a bicicleta, eu sou a última pessoa que vai querer botar defeito.
E se usar a bike ficar mesmo uma coisa chique, sejamos chiques então!
Por: Guilherme em 14 Abril, 2009
às 12:13 pm
Céus, como esse povo gosta de rótulos. Só espero que não chamem tudo quanto é gente que anda com estilo de “cyclechic”. Achei este termo péssimo. Eu sei que tenho estilo, mas se me olharem na rua e me chamarem de “cyclechic” sou capaz de mostrar a bunda só pra me livrar dessa tag. Mas será que daí não vão me chamar de “cyclefreak”? Será que nunca vamos nos livrar dessa mania cafona de absorver cultura gringa a rodo? Cyclelosers…
Por: le em 15 Abril, 2009
às 11:19 pm
acho massa isso tudo.
o evento, a polêmica etc.
se alguém quiser jogar mais pedras em alguém, sugiro q faça das suas crítiticas, atitudes construtivas.
acharia massa tb se Le mostrasse a bunda.
Por: JEAN T. LIN em 16 Abril, 2009
às 4:46 pm
EVENTO ADIADO
Por Motivos Burocráticos, O evento Curitiba Cycle Chic “Open Air”, que estava agendado para acontecer neste Sábado, dia 18 de abril de 2009, na Praça da Espanha, foi ADIADO.
Em Breve, maiores informações sobre a nova data.
Por: Gee X em 17 Abril, 2009
às 7:11 am
[...] Bom, não deixa de ser um estilo. [...]
Por: aula de estilo « meandros em 19 Abril, 2009
às 7:01 pm
a idéia principal é incentivar o povo a usar a bike, para economizar, energia,combustível,dinheiro,diminuir a poluição, diminuir a pressão sobre o espaço urbano, aumentar a saúde, diminuir a cintura, aumentar a esportividade, não o caos do trânsito, buzinadas, poluição,me achar o melhor, o bom, pois protegido por uma armadura de aço, e aí pobres dos pedestres, ciclistas, motoqueiros, sai da frente pois estou com pressa, e não vemos estatísticas de mortes dos mais fracos, mas também dos poderosos motoristas, quanto à moda, nada a ver, o bom ciclista sabe que precisa ter uma boa bermuda, pois sua, então o tecido precisa ser bom, ter acolchoado, se for pedalar bastante, apertar para esconder alguns musculos flácidos, e facilitar a pedalada, camisa que absorve suor e que seja colada ao corpo pela mesma razão, bicicleta que aquente o tranco, tenis que não escorregue, principalmente se encontrar um motorista anti ciclista anti moto, anti pedestre, enfim que só ve carro. Mas não enxergam que poderia ser seu filho, neto, esposa, mãe, enfim um ser humano, tentando fugir da escravidão do petróleo e do carro. Portanto, parabéns, bicicletada, e outros sites de bike, vamos salvar o planeta, parar para pensar nos outros seres humanos, nas terríveis estatísticas do trânsito e ser mais humanos, paz para todos, é minha opinião.
Por: jota em 21 Abril, 2009
às 9:30 pm
Acho que vocês tem que pedalar mais e ficar menos na internet. Deixa todo mundo ser feliz, até minha mãe que só anda de carro.
Por: Diego em 23 Abril, 2009
às 10:17 am
Se você se veste bem, ou se sente bem elegante, bonito (a) e cheiroso (a), você é “burguês”. E eu chamo isso de “ditadura do feio”.
Primeiro, moda é muito mais antigo que o próprio capitalismo. Negar a moda por motivos ideológicos é negar um elemento essencial em qualquer cultura: a forma como nos vestimos, no enfeitamos. Moda é um elemento cultural e histório presente desde o neolítico até a modernidade, desde uma comunidade bosquímana até as metrópolis modernas. Sim, moda esta em qualquer lugar e apesar de algumas pessoas a negarem como conceito, efetivamente fazem parte dela quando se vestem (e dependendo do lugar e momento, até quando estão nuas).
Sim, algumas pessoas a ligam imediatamente com o capitalismo. Talvez porque foi a indústria da moda foi uma das eficientes em se adequar ao capitalismo. Mas a indústria da moda é um dos negócios que abrem mão do fetiche do consumo.
Existe outros como a indústria alimentícia, a automobilística e pasmem, até livro já virou fetiche de consumo. Ps. Estou usando o conceito “senso comum” de fetiche, e não a de Marx.
E também podemos incluir a indústria de bicicletas no bolo. Ou vocês acham que a Specialized, Cannondale e a Bianchi existem apenas para disponibilizar um meio de transporte limpo? Na verdade, essa indústria vive nos empurrando uma infinidade de bicicletas caras, acessórios e roupas que muitas vezes não precisamos.
E no fim das contas, o conceito de cycle chic, seja ele estrangeiro ou não, prega um estilo de pedalar mais simples. Sem a necessidade de equipamentos caros, bicicletas que só falta servir o café. O cycle chic é chique pois é mais simples. Você não precisa comprar aquela camisa da Specialized que custa 200 reais. Usa uma camiseta mais legal que custa apenas 50. E também não precisa do Bicicleta Xtn Turbo 3000 para andar na cidade. E quantos de vocês que criticam a moda como algo consumista não babam pela Trek série 4000? Enfim, consumismo, a gente vê onde quer, nós mesmo não admitimos que estamos também enriquecendo uma indústria.
Por: Isaac A. Kojima em 28 Abril, 2009
às 10:27 pm