Publicado por: Luis Patricio | 17 Outubro, 2008

Manutenção de ciclovias

Nas últimas semanas tem se observado algumas reformas tímidas em trechos das ciclovias em Curitiba:

  • Trechos irregulares e/ou destruídos por raízes de árvores estão recebendo uma camada nova
  • Alguns desníveis e guias com “degraus” estão ficando um pouco mais nivelados

Ciclovia recapeada. Repare o caminho alternativo para evitar as antigas rachaduras.

Já não era sem tempo de começarem a olhar para as vias para ciclistas. Medidas como essa precisam ser mais abrangentes para tornar mais fluido o tráfego de bicicletas. Isso vai trazer uma consequência inevitável o aumento da velocidade nas ciclovias. O que nos remete a algumas outras questões:

Ciclovias compartilhadas
É preciso mais espaço para abrigar o fluxo de pedestres e ciclistas. As calçadas são muitas vezes impraticáveis tornando a ciclovia o único espaço para circulação de não-motorizados.

Preferência nos cruzamentos
O tratamento das intersecções é praticamente nulo. Sem sinalização, pedestres e ciclistas têm que se arriscar entre um sinal e outro para conseguir atravessar avenidas como a Visconde de Guarapuava e a Marechal Deodoro.

A mesma ciclovia, alguns metros adiante, segue precisando de reformas. Novamente a presença do caminho alternativo.

É preciso criar condições seguras não apenas com semáforos específicos que geralmente tem um tempo extremamente reduzido para quem não está de carro. Mas criando rotas mais diretas para não-motorizados e restrigindo/reduzindo o acesso/velocidade de carros e motos.


Tomara que essas pequenas melhorias observadas sejam apenas o prenúncio de um verdadeiro avanço na mobilidade sustentável em Curitiba.

Você conhece mais alguma melhoria? O que você considera mais prioritário daqui pra frente?


Respostas

  1. Vi alguns recapeamentos localizados na ciclovia no Centro Cívico-São Lourenço.
    No Parque Barigui também fizeram um recapeamento e reavivaram a sinalização horizontal da ciclovia.
    É muito pouco.

  2. Notei alguns “pioramentos”, no caso da ciclovia da Eng. Rebouças, na esquina da Marechal Floriano, reformaram a via, refizeram os rebaixamentos pra cadeirantes, mas o da ciclovia que já existia antes, sumiu no buraco negro da incopentência. Já mandei email reclamando, registrei no 156 e até agora nada.

  3. Eles deram uma remendada ali na ciclovia que liga o São Lourenço ao centro. Aquele desnível da ponte e outro perto do Américo foram arrumados.

  4. Na segunda-feira, antes do meu atropelamento, levei uma fechada na Arthur Bernardes de um boy que veio cheio de pedra pra cima de mim quando fui falar com ele “a ciclovia é ali ó”. É triste, porque aquela ciclovia, além do péssimo estado, é toda cheia de curvas, visivelmente feita para esporte e lazer, não presta para o transporte. Assim, a existência das “ciclovias” em Curitiba acaba funcionando contra o ciclista, pois sustenta uma exclusão da bicicleta do sistema viário, servindo de desculpa para os motorizados justificarem o comportamento agressivo.

  5. Ou seja: não pode andar na ciclovia porque não presta e não pode andar na rua porque tem ciclovia.

  6. Pois é… eu odeio ser papagaio, mas, mesmo assim, vou repetir mais uma vez.

    Não acho que os gastos devam ser feitos em ciclovias. Devem, na verdade, ser em campanhas de conscientização quanto às regras de trânsito e fiscalização das mesmas. A ciclovia foi inventada por motoristas que só queriam saber de tirar as bicicletas da sua frente.

    Por mais que construam uma boa ciclovia de 5 metros de largura, como resolver o nó dos cruzamentos? Educação. Como conscientizar que a ciclovia seria lugar para somente bicicletas trafegarem? Educação. Como fazer os ciclistas respeitarem a mão nas ciclovias? Educação. A chave está na educação. Como fazer os ciclistas aguardarem o término da travessia de pedestres sem ameaçá-los? Educação. Com educação, nem são necessárias ciclovias.

    Dá certo a bicicleta trafegar pelas vias? Claro que dá! Meio que chutando números, posso dizer que, de cada 500 motoristas que passam por mim, 1 reclama e tenta arranjar confusão. As leis de trânsito brasileiras, quando seguidas por todos, garante segurança para TODOS os usuários do espaço público.

  7. Que fique claro, ilustríssimo visitante, que a mensagem acima reflete minha opinião, e não da bicicletada como um todo. :D

  8. [...] sabe, além de uma mandala na Av. Paulista com Brigadeiro L. Antonio, um pedal até uma Ciclo-TOSCO-via paulistana. logo das [...]

  9. Há um mês adotei a bicicleta como meu principal meio de transporte em Curitiba.
    Para ir do Cabral para o Batel, faço o seguinte caminho:
    1) Ciclovia paralela à linha do trem até a rodoviária.
    2) Canaleta da Afonso Camargo/Sete de Setembro até o Batel.
    De acordo com as sinalizações da prefeitura, existe uma ciclovia que une o Cabral até o Jardim Botânico e até a Praça do Japão. Porém, ao chegar na Afonso Camargo, só me resta entrar na canaleta, POIS NÃO HÁ CONTINUAÇÃO DESTA CICLOVIA.
    Fica a dúvida: por que divulgar que a cidade possui uma rede de ciclovias interligadas se elas de fato não estão ligadas?
    Aliás, a ciclovia paralela à linha do trem está cheia de pedras no trecho próximo da Afonso Camargo. Caberia aqui um mutirão para tirar essas pedras do caminho.
    Abraços!

  10. Gostaria de lembrar aos ciclistas que andam pelas calçadas com bicicletas que lá não é lugar certo, conforme o Código Nacional de Trânsito, para pedalar. Lá só dá para andarmos desmontados e empurrando a bicicleta. Não dá para arriscar e colocar a vida do pedestre, e a nossa também, andando montado na bicicleta a 20 km por hora. Se isso continuar, vou me envergonhar cada vez mais de fazer parte da turma que adotou a bicicleta como meio de transporte para deixar o carro parado em casa e não poluir a cidade.

  11. R. Prof. Benedito N. dos Santos
    Última atualização por patricio em fev 7, 2008.
    Não existe marcação de cruzamento rodocicloviário.
    Um dos lados não tem rebaixamento.

    Arrumaram o rebaixamento no cruzamento da ciclovia com a rua.

    Saída Mateus Leme
    Última atualização por patricio em fev 7, 2008.
    Degrau acentuado ao subir e descer da ponte. (ver foto)

    Arrumaram o desnível da ponte sobre o Rio Belém na passagem da rua Cecília Meireles para a Mateus Leme.

    Isto é incrível!

  12. Pequenas medidas. Esperamos que seja aoenas o sinal de verdadeiras mudanças em relação à mobilidade urbana.

  13. Na minha via, que a companha a linha de trem do parque da barreirinha até o bacaxeri, não vi nada ainda! Até pedras que rollam da linha da ALL tem.


Deixe uma resposta

Your response:

Categorias