Saiu a versão final do Relatório do II Desafio Intermodal de Curitiba!
Acho que precisamos encontrar algum critério comparativo da ocupação dinâmica e proporcional do espaço público, pois, ainda que se invente um automóvel não-poluente, esse problema permanecerá. No que toca a essa variável, a motocicleta compensa a desvantagem que apresenta em relação ao automóvel no que se refere à emissão de poluentes.
Penso também que os resultados foram injustos para o táxi. O compartilhamento de recursos, como o permitido pelos carros de aluguel, é um fator importante para o uso mais racional do automóvel e do espaço urbano. Ele permite a redução da quantidade de carros na região central, mantendo a oferta de um tipo de deslocamento rápido e confortável. Enfim, estudemos este relatório, para que as respostas venham nos próximos desafios.
Nota: Para efeitos de cálculo, a distância percorrida por todos os modais foi igualada em 7 km, que corresponde à distância do percurso do Desafio estipulada pelos organizadores, ainda que tenha havido pequenas variações para mais e para menos (p. 6 do Relatório).
Foi considerada lotação de 60 pessoas para ônibus.
Para demais parâmetros vide o Relatório.





Essa média do pedestre não está meio alta!? Ou ele encarou o percurso correndo!?
Acredito que seja devido a atalhos que o pedestre possa tomar, percorrendo assim, uma distancia muito menor. Será que não valeria a pena evidenciar isso?
Um abraço,
Luciano.
Por: Luciano Galicki em 2 Agosto, 2008
às 4:27 pm
a velocidade media de todos esta realmente estranha. um relatorio com esses valores vai parecer irreal e manipulado. favor conferir os calculos.
Por: marcelo em 2 Agosto, 2008
às 9:50 pm
marcelo,
Pode apontar exatamente a qual velocidade média você se refere?
Velocidade é medida dividindo a distância pelo tempo gasto. Dado o ponto de partida e o ponto de chegada, tem-se uma distância definida para todos os desafiantes. Daí, a única variável se torna o tempo. Para os efeitos comparativos desejados, não é importante o caminho seguido por cada um, mas apenas os pontos inicial e final.
Mas se você apontar especificamente aonde está o problema, quem sabe a gente pede para os autores examinarem se é o caso de rever a questão ou não.
Por: Peters em 2 Agosto, 2008
às 10:10 pm
oi peters,
as mais absurdas são do pedestre e do skate.
Entretanto mesmo do ciclista, para fazer uma média de 22 ele tem que rodar acima de 30 durante quase todo o percurso.
Do pedestre, basta pegar um gps ou caminhar com uma bike com ciclo que verá que 9 por hora é bastante coisa. e para esse resultado ainda ser uma média o pedestre teria que correr e nunca parar em todo percurso.
Portanto a primeira coisa a fazer num próximo desafio intermodal é que TODOS os participantes façam o percurso com um gps ligado registrando o caminho. Nos programas internos no gps, ao final do trajeto já se tem o resultado com boa precisão de velocidades média total e em movimento, maxima, distancia percorrida, tempo em movimento, tempo parado, alguns modelos altimetria. Portanto para que um desafio intermodal possua um aspecto “cientifico” mínimo deve-se utilizar a tecnologia a seu favor. O ideal mesmo seria realizar cerca de no minimo 33 provas “intermodais” ao longo de um ano (33 é um número meio mágico para os estatísticos, não sei bem por que mas é o número mínimo de amostras recomendadas em uma população para que se tenha um valor significativo, pelo menos em geologia é assim).
desculpa a menssagem longa.
abs
marcelo
Por: marcelo em 3 Agosto, 2008
às 9:22 am
oi marcelo,
Que é isso, comentários bem educados desse jeito são muito bem vindos, curtos ou longos, pois é com as críticas que se promovem as melhorias.
Você tem toda razão nas questões que suscita.
Porém, o Desafio não chega a ser um experimento rigorosamente científico como você quer, mas uma evidência empírica construída para tentar reproduzir situações que vivemos no dia a dia.
Para conseguir a aparelhagem que você sugere, seria preciso angariar fundos e recursos que nós não temos como obter.
Para as finalidades do Desafio, os resultados são suficientes para demonstrar que a locomoção a pé ou por bicicleta é possível, viável, e oferece algumas vantagens em relação ao carro.
A velocidade média talvez nem devesse constar como um resultado, certo, mas no relatório a variável distância foi isolada pela consideração do mesmo valor para todos os desafiantes.
O tempo, porém, é inquestionável.
Falando como o ciclista máster, a velocidade média do pedestre ficou realmente elevada, 6,5 km/h já é uma caminhada acelerada, acima de 7 é corrida leve. A do skatista não sei. A dos ciclistas não são de modo algum absurdas, nem mesmo para mim. Os profissionais dificilmente andam abaixo dos 30. Os dados do meu ciclocomputador foram: tempo 19′53″ (desconta os tempos parados), distância 6,1 km, velocidade máxima 56 km/h, média 18,6. Outra coisa: em termos de ordem de grandeza, não há discrepância, estando na casa até 10 o pedestre e até 100 os demais, mas os motorizados ainda podem chegar à terceira ordem.
A metodologia usada pode até não fornecer a aproximação de medidas que você gostaria que a gente atingisse, entretanto produziu dados comparativos que não eram disponíveis antes. No fim das contas, a velocidade média nem é importante para os resultados.
Uso diariamente a bicicleta e o meu tempo de deslocamento é praticamente o mesmo quando vou de carro.
Para nós, o importante é que a bicicleta seja vista seriamente como uma possibilidade, e que os motoristas, ouvindo a respeito, mesmo não pensando na alternativa, comecem a perceber os ciclistas no trânsito. Essa consciência da população é que nos interessa, até por questões de segurança na circulação.
Aproveitando a viagem, faço um convite para que nos ajude na preparação do próximo desafio, talvez em setembro!
Agora eu é que peço desculpas pela extensão do comentário …
Por: Peters em 3 Agosto, 2008
às 8:13 pm
Acho que os maiores equívocos do desafio foram:
- Chamar um ciclista profissional e um de alta performance (eu, no caso) para participarem. Não representamos a média… a ciclista de Ceci é muito mais representativa.
- Usar uma moto “grande” para representar essa categoria. Aquilo ali é grande demais! Por isso, inclusive, perdeu para o carro. Não representa os motociclistas do dia-a-dia.
- A largada / chegada. Para simular um deslocamento do cotidiano, o tempo devia ser medido “porta-a-porta”.
Por: Gunnar em 7 Agosto, 2008
às 10:40 am
só com equivocos que se pode realizar melhoras e acertos num novo teste!
e a repetição do teste por diversas vezes que se chega a um resultado consistente e pouco questionável.
Por: marcelo em 7 Agosto, 2008
às 6:47 pm