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	<title>Comentários em: O que nós queremos, afinal?</title>
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	<description>A rua é de todos!</description>
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		<title>Por: Gunnar</title>
		<link>http://bicicletadacuritiba.wordpress.com/2008/07/04/o-que-nos-queremos-afinal/#comment-1437</link>
		<dc:creator>Gunnar</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Sep 2009 12:01:12 +0000</pubDate>
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		<description>&quot;O espaço continua pertencendo as pessoas, não esqueçam que quem dirije os automóveis são pessoas como os ciclistas.&quot;

Não se iluda. Apenas 30% das pessoas possuem um automóvel, então mesmo que essa afirmação fizesse sentido, o espaço que antes era democraticamente distribuido agora está destinado àqueles que possuem um automóvel. 70% do espaço urbano para 30% das pessoas.

Mas eu vou além. Quem dirige um carro é uma pessoa. Mas ela não VIVE o espaço pelo qual transita. A rua é um lugar morto. Um local de passagem. Onde antes de convivia, se jogava bola, se dava bom dia aos concidadãos - e isso tudo sem deixar de se locomover, também - hoje temos tapetões de asfalto, com 5 pistas ultra-rápidas, proibitivas para pedestres, ciclistas. Nem mesmo os motoristas de fato aproveitam esse espaço (que não é pouco). Apenas passam por lá, para ir do ponto A ao ponto B. O que tem no meio, um vale inóspito e perigoso chamado trânsito, que os motoristas procuram atravessar o mais rápido possível isolados dentro de suas bolhas.

&quot;O único e real problema é a falta de educação.&quot;


Falta de educação? Não. O principal problema é o automóvel. O motorista mais educado do mundo ainda estará ocupando um espaço desproporcional na rua,  atrapalhando o trânsito (ou você acha que se todos fossem 100% educados, não teríamos engarrafamentos?), poluição, e com um potencial assassino do tamanho de duas toneladas de metal. Eu sou a prova. O cara que me atropelou era ótima pessoa. Um pouco de distração + insufilme fizeram com que cometesse um erro, que resultou em alguns ossos quebrados pra mim. Ele parou, ele assumiu a culpa, ele se desesperou. Era uma pessoa de bem. Mas estava armada, e, com uma arma desse tamanho, uma distração banal pode terminar em muito sangue.


&quot;A bicicleta é um meio de transporte saudável mas não vai salvar o mundo.&quot;

Ninguém está dizendo que vai salvar. Não estamos propondo a bicicleta como solução mundial. Mas para mim, pessoalmente, ela é uma solução, individual. Tudo que quero é que, na rua, não me matem por eu ter feito essa opção.


&quot;Se a indústria automobilistica quebrar, todas as outras quebram tambem.&quot;

Foi o mesmo argumento que sustentou o escravismo até o fim.  Quem quer que falasse contra o escravismo negro, há alguns séculos atrás, não passava por libertário ou sonhador, e sim por analfabeto em economia mesmo, afinal, a economia das colônias e junto com elas a européia, tudo ruiria sem os escravos.  Só paramos de escravizar negros quando se tornou economicamente inviável - era mais barato e produtivo contratar imigrantes.

A história devia nos ensinar a não repetir os mesmos erros...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;O espaço continua pertencendo as pessoas, não esqueçam que quem dirije os automóveis são pessoas como os ciclistas.&#8221;</p>
<p>Não se iluda. Apenas 30% das pessoas possuem um automóvel, então mesmo que essa afirmação fizesse sentido, o espaço que antes era democraticamente distribuido agora está destinado àqueles que possuem um automóvel. 70% do espaço urbano para 30% das pessoas.</p>
<p>Mas eu vou além. Quem dirige um carro é uma pessoa. Mas ela não VIVE o espaço pelo qual transita. A rua é um lugar morto. Um local de passagem. Onde antes de convivia, se jogava bola, se dava bom dia aos concidadãos &#8211; e isso tudo sem deixar de se locomover, também &#8211; hoje temos tapetões de asfalto, com 5 pistas ultra-rápidas, proibitivas para pedestres, ciclistas. Nem mesmo os motoristas de fato aproveitam esse espaço (que não é pouco). Apenas passam por lá, para ir do ponto A ao ponto B. O que tem no meio, um vale inóspito e perigoso chamado trânsito, que os motoristas procuram atravessar o mais rápido possível isolados dentro de suas bolhas.</p>
<p>&#8220;O único e real problema é a falta de educação.&#8221;</p>
<p>Falta de educação? Não. O principal problema é o automóvel. O motorista mais educado do mundo ainda estará ocupando um espaço desproporcional na rua,  atrapalhando o trânsito (ou você acha que se todos fossem 100% educados, não teríamos engarrafamentos?), poluição, e com um potencial assassino do tamanho de duas toneladas de metal. Eu sou a prova. O cara que me atropelou era ótima pessoa. Um pouco de distração + insufilme fizeram com que cometesse um erro, que resultou em alguns ossos quebrados pra mim. Ele parou, ele assumiu a culpa, ele se desesperou. Era uma pessoa de bem. Mas estava armada, e, com uma arma desse tamanho, uma distração banal pode terminar em muito sangue.</p>
<p>&#8220;A bicicleta é um meio de transporte saudável mas não vai salvar o mundo.&#8221;</p>
<p>Ninguém está dizendo que vai salvar. Não estamos propondo a bicicleta como solução mundial. Mas para mim, pessoalmente, ela é uma solução, individual. Tudo que quero é que, na rua, não me matem por eu ter feito essa opção.</p>
<p>&#8220;Se a indústria automobilistica quebrar, todas as outras quebram tambem.&#8221;</p>
<p>Foi o mesmo argumento que sustentou o escravismo até o fim.  Quem quer que falasse contra o escravismo negro, há alguns séculos atrás, não passava por libertário ou sonhador, e sim por analfabeto em economia mesmo, afinal, a economia das colônias e junto com elas a européia, tudo ruiria sem os escravos.  Só paramos de escravizar negros quando se tornou economicamente inviável &#8211; era mais barato e produtivo contratar imigrantes.</p>
<p>A história devia nos ensinar a não repetir os mesmos erros&#8230;</p>
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	<item>
		<title>Por: Pedro</title>
		<link>http://bicicletadacuritiba.wordpress.com/2008/07/04/o-que-nos-queremos-afinal/#comment-1433</link>
		<dc:creator>Pedro</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 01 Sep 2009 18:14:55 +0000</pubDate>
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		<description>Quanto a ditadura do automóvel:

A bicicletada reivindica o espaço que pertencia às pessoas e foi usurpado pelo automóvel.

- O espaço continua pertencendo as pessoas, não esqueçam que quem dirije os automóveis são pessoas como os ciclistas. A falta de parcimônia do motorista se aplica tanto aos motoristas quanto aos ciclistas e motociclistas.

A bicicletada reivindica o respeito pelas diferenças e pela vida humana.

A bicicletada reivindica o convívio pacífico e harmonioso no trânsito.

- A educação no trânsito se aplica a todos os veículos, inclusive a bicicleta. Não é legal tacar sua bicicleta em frente a um onibus quando este está em sua trajetória correta. 

A bicicletada reivindica o resgate da mobilidade inteligente, rápida e democrática.

A bicicletada reivindica um planejamento urbano que priorize a mobilidade – e não o carro.

- Fato. O planejamento urbano deveria ser revisto visando o transporte alternativo.

A bicicletada reivindica, enfim, uma cidade mais humana.

- A exemplo de algumas cidades asiáticas, a bicicleta pode gerar o caos, assim como os automóveis. 

Bakunismos e utopias a parte, lembrem:
- A bicicleta é um meio de transporte saudável mas não vai salvar o mundo.
- Se a indústria automobilistica quebrar, todas as outras quebram tambem.
- O único e real problema é a falta de educação.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Quanto a ditadura do automóvel:</p>
<p>A bicicletada reivindica o espaço que pertencia às pessoas e foi usurpado pelo automóvel.</p>
<p>- O espaço continua pertencendo as pessoas, não esqueçam que quem dirije os automóveis são pessoas como os ciclistas. A falta de parcimônia do motorista se aplica tanto aos motoristas quanto aos ciclistas e motociclistas.</p>
<p>A bicicletada reivindica o respeito pelas diferenças e pela vida humana.</p>
<p>A bicicletada reivindica o convívio pacífico e harmonioso no trânsito.</p>
<p>- A educação no trânsito se aplica a todos os veículos, inclusive a bicicleta. Não é legal tacar sua bicicleta em frente a um onibus quando este está em sua trajetória correta. </p>
<p>A bicicletada reivindica o resgate da mobilidade inteligente, rápida e democrática.</p>
<p>A bicicletada reivindica um planejamento urbano que priorize a mobilidade – e não o carro.</p>
<p>- Fato. O planejamento urbano deveria ser revisto visando o transporte alternativo.</p>
<p>A bicicletada reivindica, enfim, uma cidade mais humana.</p>
<p>- A exemplo de algumas cidades asiáticas, a bicicleta pode gerar o caos, assim como os automóveis. </p>
<p>Bakunismos e utopias a parte, lembrem:<br />
- A bicicleta é um meio de transporte saudável mas não vai salvar o mundo.<br />
- Se a indústria automobilistica quebrar, todas as outras quebram tambem.<br />
- O único e real problema é a falta de educação.</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Ciclista Urbano</title>
		<link>http://bicicletadacuritiba.wordpress.com/2008/07/04/o-que-nos-queremos-afinal/#comment-614</link>
		<dc:creator>Ciclista Urbano</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 18 Nov 2008 14:36:20 +0000</pubDate>
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		<description>Gostei deste texto, roubei para colocá-lo em meu blog também :)

Abs.

http://ciclistaurbanocwb.wordpress.com</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Gostei deste texto, roubei para colocá-lo em meu blog também <img src='http://s.wordpress.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Abs.</p>
<p><a href="http://ciclistaurbanocwb.wordpress.com" rel="nofollow">http://ciclistaurbanocwb.wordpress.com</a></p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: O que é? (o post) &#171; bicicletada curitiba</title>
		<link>http://bicicletadacuritiba.wordpress.com/2008/07/04/o-que-nos-queremos-afinal/#comment-345</link>
		<dc:creator>O que é? (o post) &#171; bicicletada curitiba</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 02 Sep 2008 22:33:51 +0000</pubDate>
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		<description>[...] Para ler mais: O que nós queremos, afinal? [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] Para ler mais: O que nós queremos, afinal? [...]</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: lapeters</title>
		<link>http://bicicletadacuritiba.wordpress.com/2008/07/04/o-que-nos-queremos-afinal/#comment-153</link>
		<dc:creator>lapeters</dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 Jul 2008 16:24:47 +0000</pubDate>
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		<description>Massa.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Massa.</p>
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