Publicado por: bicicletadacuritiba2 | 1 Junho, 2008

II Desafio Intermodal

Foto do Jornale

Dia 28/05 aconteceu o II Desafio Intermodal de Curitiba organizado pela Bicicletada-Curitiba. Como no primeiro, a bicicleta ganhou no quesito tempo ao atravessar o centro da cidade na hora de rush. Mas desta vez a vitória da bicicleta (ou das bicicletas) foi tão esmagadora que até perdeu um pouco da graça.

Ao sair da ciclofaixa, passar pela Câmara dos Veradores e chegar na prefeitura, o ciclista profissional realizou o percurso rapidamente, com cerca de 17 minutos (o mesmo tempo que a edição anterior). Curioso que, mesmo sendo o mais rápido, a média de velocidade registrada em seu velocímentro foi de 24 km/h, praticamente a mesma que registravam as carroças na época que o trânsito era verdadeiramente melhor.

Logo depois chegou a roda-fixa, com 18 mintuos.

O skate foi o próximo a chegar. Uma novidade descoberta durante o desafio é que este modal na verdade não costa no código de trânsito como possível de trafegar na via. Digamos que o skate correu por fora, literalmente.

Em seguida apareceu o ciclista master (ou velhinho, como ele próprio brincava) e a “ciclista feminina”, em uma Cecizinha com flores na cestinha. Até agora, nenhum modal motorizado.

Depois de algum tempo (mais exatamente 32 minutos depois da largada) aparece o motorista de carro. Logo em seguida o motociclista. Este foi o resultado mais curioso desta edição. Enquanto no ano passado a moto chegou em segundo lugar, logo após a bicicleta, desta vez perdeu até mesmo para o carro. Explica-se: houve um lance de sorte do motorista que encontrou uma vaga para estacionar na câmara dos vereadores bem em frente, economizando muito tempo. A moto precisou rodar mais para estacionar e evitou pegar os “corredores”, ocupando o lugar de um carro, como manda o código de trânsito. Digamos que a moto do ano passado foi mais magrinha e passou pelo trânsito mais facilmente.

Seguiu-se o pedestre, o usuário de ônibus com a bicicleta dobrável e o usuário de ônibus a pé. O usuário de táxi foi o último a chegar com 45 minutos, visto que o táxi demorou para chegar no ponto de partida (6 minutos) (15 minutos, mas antes disso o participante resolveu pegar outro que passou nas redondezas cinco minutos depois do início do desafio) e a corrida precisou ser cobrada.

A cobertura da RPC

Em geral, os modais foram mais velozes que a edição anterior. O trânsito melhorou ou a ânsia por chegar antes cresceu?

Várias equipes de reportagem, o prefeito em exercício, curiosos, cicloativistas, amigos e perdidos acompanhando a chegada e a saída. O importante foi colocar novamente em pauta a possibilidade e a eficiência da bicicleta. E que venha o terceiro desafio. E o desafio cotidiano de se deslocar na cidade de forma segura, limpa e, por que não, veloz.

Duplicado do meandros


Respostas

  1. O Alex e o Gunnar que me perdoem, mas o grande destaque do II Desafio Intermodal foi a Elenice.

    Afinal de contas, foi ela quem melhor demonstrou a viabilidade do uso da bicicleta como meio de transporte em Curitiba.

    Não é necessário ser atleta de ponta ou jovem de excepcional aptidão física, nem ter um equipamento ultra-moderno para ser usuário da Bicicleta em Curitiba. Basta ter um pouco de paciência, muito cuidado, disposição, estudar um pouquinho as regras gerais e adaptá-las para o uso prático individual, e pronto! Na hora do rush, a cidadã, ou o cidadão, provavelmente chegará ao seu destino antes do que se fosse de carro ou de ônibus, de um modo mais econômico e com muitos outros benefícios!

    Com um pouco mais de atenção dos urbanistas para atender melhor as peculiaridades desse transporte, as chances de um grande crescimento do número de usuários parecem bastante significativas.

  2. Olá, queria saber quem vende bicicletas usadas, onde e qual seria um valor tolerável?

    :: fred

  3. Peters, é o que eu falo para todo mundo que vem me dar os “parabéns pelo segundo lugar”. PÔ! COMO SE FOSSE UMA VITÓRIA PESSOAL MINHA! Tudo errado! Não é vitória (porque não é corrida) e se fosse não seria minha, e sim do meu modal!

    Primeiro que não se tratava de uma corrida e sim de uma comparação, ou seja, todos os modais tinham a mesma importância e não se tratava de averiguar quem chegava antes; segundo que eu e o atleta não somos boas amostras para tomar como referência nesse caso, e cito justamente a Elenice como exemplo, uma moça bonita na sua Cecizinha com florzinhas.

    Tem erro nosso (na escolha dos participantes e na organização do desafio), mas principalmente por parte da imprensa, que, assim como seu público alvo, não consegue enxergar as coisas em termos de “levantar dados para uma discussão”. Não! Tudo tem que ser corrida, competição, glória individual, etc… é triste.

  4. Concordo, Gunnar.
    Fred: difícil responder por aqui.
    Sugiro que você procure uma bicicletaria de confiança próximo da sua residência, confiança no sentido de ter preocupação com a origem legítima da bicicleta. O preço pode variar muito, é preciso você conversar com o bicicleteiro para que ele tenha uma idéia da sua necessidade e disponibilidade.
    Tem um guia nesse endereço:
    http://www.bicicletadacuritiba.org/mapa_guia.php


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