Posted by: Gunnar | 19 Março, 2008

A controvérsia das canaletas

canaleta1.jpg

Cena comum em Curitiba. Foto roubada do site Ônibus de Curitiba.

Quase todo ciclista de Curitiba já usou ou usa diariamente a canaleta exclusiva para ônibus expressos biarticulados (vulgo “vermelhão”) para fazer seus deslocamentos.

Via de regra, as canaletas têm o asfalto mais liso e o tráfego mais calmo e previsível do que as ruas marginais, e acabam funcionando como uma excelente “via rápida” para atravessar a cidade, sem precisar parar a cada quadra ou fazer trajetos tortuosos.

Mas quem pedala nessas vias sabe que não é tão simples. Cada vez mais ônibus em circulação, presença de viaturas de polícia, carros de bombeiro e ambulâncias apressadas, além dos pedestres distraídos e motoqueiros cortando caminho, tornam a pedalada uma verdadeira aventura de sobrevivência. Há também cada vez mais ciclistas, muitos deles despreparados para o caótico trânsito urbano e sem equipamento de segurança.

Atropelamentos são comuns.

É fato: por lei, a circulação de bicicletas nas canaletas é proibida. MAS, é fato também que, por lei, a circulação de bicicletas deve ser prevista no planejamento urbano. E o ciclista prefere infringir a lei a se expôr aos perigos de dividir a rua com buracos e motoristas insensíveis.

Enquanto isso, atritos entre motoristas de ônibus e ciclistas se tornam cada vez mais inevitáveis e corriqueiros, e a briga continua.

Quem está do outro lado do pára-brisa também reclama.

Cadê minha ciclofaixa?

Rodafixa fala sobre canaleta

Relato do Peters

Respostas

Tenho observado um aumento do número de ônibus trafegando nas canaletas, frequentemente passam dois ou três em sequência.
O ciclista tem a obrigação de esperar a vez e deixá-los passar com folga. Aparentemente (pelo jeito de passar, reduzindo a velocidade e aceleração do motor e mantendo distância), os motoristas reconhecem os ciclistas que os respeitam.
As canaletas também deveriam ter placas de proibição de pedestres, corredores, skatistas, cachorrinhos, carrinhos. Porque a exclusividade dos ciclistas?

Peters, eu nunca vi corredores, pedestres, cachorrinhos e carrinhos usando a canaleta para atravessar a cidade. Logo, que sentido faria mencioná-los na placa? (quanto aos skatistas, já vi, mas acho que não há número suficiente para justificar a menção).

Eu pessoalmente prefiro enfrentar os carros (até mesmo por serem mais lentos quando não nas vias rápidas) e parar nos sinaleiros que enfrentar os biarticulados.

Vejo muitos corredores e caminhantes nas canaletas.

E fico “de cara” com a tranquilidade de alguns pedestres em frente ao biarticulado.

Não tenho coragem suficiente para encarar a pista lateral pedalando, é estreita, os motoristas andam acima da velocidade recomendável para a via, até como pedestre às vezes é arriscado cruzar os 3 m de um lado ao outro - alguns motoristas parecem acelerar ao avistar um pedestre. Também evito ao máximo as chamadas vias rápidas. As ciclovias são inexistentes de um ponto de vista prático. Há poucas vias laterais mais tranquilas adequadas para os trajetos. O dia que proibirem de verdade andar na canaleta tenho a impressão de que estarei fora da bicicleta no trânsito. Serei um ciclista a menos.

[...] A Controvérsia das Canaletas [...]

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